domingo, 26 de julho de 2020

QUE MORRA BOLSONARO

FILOSOFICAMENTE, QUERO QUE MORRAM!! Que bolsonaro morra!! Enquanto o jornalista Hélio Schwartsman, articulista da Folha de S. Paulo, publica artigo na Folha desta terça-feira (7) com o título: “Por que torço para que Bolsonaro morra”. Quero eu, com concordância com o que escreve Schwartsman, como fundamento filosófico para a morte..., que não só bolsonaro morra, mas, junto com ele, o vice, Mourão, Ricardo Salles, min. de meio ambiente e todos que governamentalmente estão assassinando a Amazônia e, junto com ela, todos e tudo que dela dependem para continuar vivos e existindo. Hélio Schwartsman escreve que “O presidente prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida”. "Jair Bolsonaro está com Covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal." "Embora ensinamentos religiosos e éticas deontológicas preconizem que não devemos desejar mal ao próximo, aqueles que abraçam éticas consequencialistas não estão tão amarrados pela moral tradicional. É que, no consequencialismo, ações são valoradas pelos resultados que produzem. O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior", escreveu. "A vida de Bolsonaro, como a de qualquer indivíduo, tem valor e sua perda seria lamentável. Mas, como no consequencialismo todas as vidas valem rigorosamente o mesmo, a morte do presidente torna-se filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas. Estamos?", continou. "No plano mais imediato, a ausência de Bolsonaro significaria que já não teríamos um governante minimizando a epidemia nem sabotando medidas para mitigá-la. Isso salvaria vidas? A crer num estudo de pesquisadores da UFABC, da FGV e da USP, cada fala negacionista do presidente se faz seguir de quedas nas taxas de isolamento e de aumentos nos óbitos. Detalhe irônico: são justamente os eleitores do presidente a população mais afetada", prosseguiu "Bônus políticos não contabilizáveis em cadáveres incluem o fim (ou ao menos a redução) das tensões institucionais e de tentativas de esvaziamento de políticas ambientais, culturais, científicas etc. Numa chave um pouco mais especulativa, dá para argumentar que a morte, por Covid-19, do mais destacado líder mundial a negar a gravidade da pandemia serviria como um "cautionary tale" de alcance global." "Ficaria muito mais difícil para outros governantes irresponsáveis imitarem seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta. Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida", finalizou. .......... A perfusão do conhecimento filosófico serve de base para a resolução de problemas, mas também, à criação de novas problematizações. Estudos em filosofia são investigações de possíveis expressões da verdade, a verdade está trajada de formas paralelas revestidas de temporalidades distintas, porém tangenciáveis, o que nos faz recorrer à teoria (por que não teorias?) do conhecimento sem nos darmos conta, claro, que de forma orgânica. Uma morte se justifica, filosoficamente, quando com ela é salvo muitas outras vidas... Milhares de outras vidas inocentes... Milhões... Algo semelhante ao DILEMA de "Sofia". Vamos compreender o que é um DILEMA. Etimologicamente, trata-se de uma decisão entre duas alternativas contraditórias e mutuamente insatisfatórias. Você quer as duas coisas, mas só pode optar por uma. A escolha é tensa, árdua e, por vezes, dolorosa. Na obra-prima “A escolha de Sofia”. O filme conta a história de uma mãe polonesa, filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, ambos seriam executados. Mortos!! – um autêntico DILEMA. Dado o DILEMA, pense no exemplo do salvamento de muitas vidas... De milhares..., Milhões de vidas, se antes, tivesse havido a morte dos caras psicosociopatas assassinos genocidas como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Napoleão Bonaparte, Josef Stalin. Dos Jong-Ils. De caras como Gurbanguly Berdimuhamedov, Alexandre Lukashenk, Paul Biya, Yahya Jammeh, Blaise Campaoré, Robert Mugabe [os Mugabes], Idi Amim Dadá, José Eduardo dos Santos, Omar al-Bashir, Hosni Mubarak, Francisco Macias Nguema, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Rei Mswati III, Idriss Déby, Zine Ben Ali. Anastasio Somoza Garcia, Porfirio Diaz, Augusto José Ramón Pinochet Ugarte, Antonio Lopez de Santa, Rafael Carrera, Antonio Guzman Blanco, Eloy Alfaro, Manuel Noriega, Alfredo Stroessner, admirado e amado por bolsonaro. A de bolsonaro, de trump... Antes que tivessem provocado as mortes que aconteceram por suas vontades e ações. Sem excluir os psicosociopatas assassinos genocidas governos dos EEUU que usam os governos dos estados que lhes são subservientes para matarem aos milhares por eles, os americanos do norte. É um DILEMA...?! Problemas que nos soam à primeira vista superficiais, dada à investigação, ganham profundidades que questionadas, realçam a variabilidade de escolhas possíveis que, no entanto, estão condicionadas à época e ao objetivo. Sofia optou pelo seu filho, por acreditar que possivelmente sobreviveria aos castigos infligidos pelos soldados nazistas, levando sua filha à morte. Pensar e se aprofundar no CONHECIMENTO é, também, matar ou invisibilizar outro modo de existência. Ter o CONHECIMENTO como poder é crê que todo poder gera algum saber e o saber também é uma forma de dominação, conquanto produzisse nas ciências o mecanismo legitimador e único válido, é de se esperar que a filosofia também esteja imersa às hierarquias e formas comparativas. Porém, onde há poder, há resistência. E, aquele que possui a autoridade, possui poder para definir identidade, relevância, classificação e significado ao objeto definido. E a Filosofia não foge à regra. Portanto, conciliar vida pessoal e profissional nesta pandemia como quer os bolsonaro não é uma escolha de Sofia! A escolha não deve ser entre a vida pessoal ou profissional, mas entre ser feliz ou infeliz. Ser filosófica. Salvar para viver!! Existir!! E resistir!! .......... – prof.negreiros@gmail.com – Negreiros Deuzimar Menezes, 65, Professor (de Professo...)¹, Radiojornalismo – DRT nº 0772-MA, num canto, de um lugar qualquer, em 08 de julho de 2020.

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