domingo, 6 de outubro de 2019

O boi, a causa da desigualdade entre os homens.

O boi, a causa da desigualdade entre os homens.
Pesquisas apontam novo "divisor de águas" da história da Riqueza humana: os bois
Gazeta do Povo6 de outubro de 2019 09:46


A palavra “desigualdade” traz à mente todo tipo de tentações da riqueza e luxo modernos: mansões, iates, jatos particulares e ilhas paradisíacas. Mas as raízes dessa desigualdade têm um fundamento bem menos glamuroso, segundo um novo estudo publicado na revista Antiquity por pesquisadores das Universidades de Oxford, Bocconi e Santa Fe Institute.
De acordo com a pesquisa, os bois de carga teriam sido os principais impulsionadores da concentração de renda nos primórdios da desigualdade. Os autores do estudo examinaram registros arqueológicos deixados por 150 sociedades antigas de ambos os lados do Atlântico. As descobertas se baseiam, em parte, nos novos métodos para medir a desigualdade em diferentes pontos do desenvolvimento das sociedades humanas.
A narrativa tradicional sustentava que o desenvolvimento da agricultura, que permitiu às pessoas estocar grandes quantidades de grãos e outros alimentos, foi a força motriz da divisão quase global das pessoas entre as que têm e as que não têm. Mas os pesquisadores constataram que a desigualdade só ganhou contornos nítidos milhares de anos depois do estabelecimento da agricultura. O ponto de ignição, argumentam, foi justamente quando os bois de carga se tornaram populares, por volta de 4.000 a.C.
As juntas de arado revolucionaram a agricultura ao dar escala ao trabalho humano. Antes, os agricultores tinham que revirar o solo com as mãos, enxadas e outros instrumentos simples. Mas um boi amarrado ao arado tornou possível realizar o mesmo trabalho em apenas uma fração do tempo consumido anteriormente.
A autora do estudo pela Universidade de Oxford, Amy Bogaard, estima que antes da chegada das cangas de bois, uma família típica da antiguidade conseguia administrar um sítio de cerca de um hectare, pouco mais do que um campo de futebol. Com o apoio dos bovinos para o trabalho pesado, essa produtividade foi multiplicada “por 2,5 vezes ou até 10 vezes”, dependendo de fatores como a condição da terra e dos animais.
Os bois foram, em outras palavras, uma das primeiras formas de capital – um ativo que poderia gerar valor econômico para seus proprietários. Os autores do estudo comparam aqueles animais aos robôs usados hoje nas fábricas: "uma tecnologia que economiza trabalho e levou à dissociação entre riqueza e mão-de-obra - dissociação fundamental para o estágio da desigualdade moderna da riqueza".
Quanto mais bois você tivesse, mais terras você poderia cultivar - e quanto mais terras você cultivasse, mais bois poderia comprar, na versão neolítica de uma equação bem conhecida do capitalismo.

A força capitalista dos bois

Uma das evidências “fumegantes” em favor da hipótese da força capitalista dos bois está na diferença de desigualdade entre sociedades antigas da Europa e Eurásia, onde os bois eram difundidos, e aquelas do outro lado do Atlântico, nas Américas, onde os animais não foram introduzidos até a época de Cristóvão Colombo. Essas sociedades pré-colombianas não possuíam animais de carga equivalentes capazes de lidar com trabalhos agrícolas pesados, e o novo estudo constatou que a desigualdade nessas sociedades era tipicamente menor do que no Velho Mundo.
Para possibilitar tais comparações, os autores analisaram quatro tipos de riqueza familiar que são visíveis no registro arqueológico: terra, espaço de armazenamento doméstico, espaço de moradia e bens enterrados nos túmulos do falecido. Trata-se de um registro necessariamente quebrado e incompleto: certas mercadorias se deterioraram ao longo do tempo, foram destruídas ou roubadas. Alguns indivíduos, como líderes tribais ricos ou padres, eram mais propensos a deixar uma pegada arqueológica do que um trabalhador comum que morresse sem um tostão.
Grande parte do foco da pesquisa estava em corrigir, na medida do possível, os vieses divergentes inerentes a esses registros. Isso foi feito examinando aspectos presentes em alguns dos locais e registros mais completos de habitação, bem como em alguns espaços modernos, como Florença do século 15 e partes da Alemanha do século 17.
O resultado final não é perfeito - os espaços em branco no registro histórico nunca podem ser realmente preenchidos - mas os autores escrevem que suas estimativas são compatíveis com achados anteriores, usando uma metodologia diferente, publicada em 2017 na revista Nature.
"Havendo oportunidades para monopolizar terras ou outros ativos importantes em um sistema de produção, as pessoas irão fazê-lo", disse Bogaard em comunicado. "E se não houver mecanismos institucionais ou outros mecanismos redistributivos, a desigualdade é sempre onde vamos acabar".

Brasil em transe religioso

Brasil em transe religioso
Quando você condena a religião do outro, você deixa de praticar a sua
Revista Pazes5 de outubro de 2019 23:04


Atire a primeira pedra quem nunca criticou a religião alheia e colocou a sua crença como a única verdade… absoluta! Mas quando você condena a religião do outro, você deixa de praticar a sua! Mesmo quando vivemos uma vida pautada no respeito às diferenças e a tolerância, ainda assim, inconscientemente, acabamos julgando o posicionamento do outro quando o assunto é religião.
INFELIZMENTE MUITAS GUERRAS ACONTECERAM, AINDA ACONTECEM E ACONTECERÃO POR CONTA DAS DIVERGÊNCIAS RELIGIOSAS.
O amor ensinado por Cristo e por tantos líderes espirituais acabou sendo transformado em ódio por alguns fanáticos religiosos que defendem a intolerância crescente no ser humano. As religiões surgiram com o intuito de religar o ser humano com a sua essência divina. Mas o homem, envolto em suas certezas irracionais, acabou transformando, o que era inicialmente, uma obra de amor ao próximo, em algo que destrói, separa, e em muitos casos até mata.
Sem condenar as religiões em si, mas sim, aqueles que pregam o ódio a outros modos de enxergar a vida, e o pós morte, poderemos algum dia, desvincular o conceito de um Deus, criador, a figura de um inquisidor que impõe as suas verdades.
SOMOS DIVERSOS E PERFEITOS EM NOSSAS DIFERENÇAS.
Um Deus justo jamais deixaria seus filhos criarem tantos deuses diferentes se ele não quisesse, de alguma forma, nos ensinar algo com isso. E com certeza, ele não aprovaria uma guerra em seu nome. Mas para mim isso está muito claro! Para você está Convenhamos, Deus é amor. Jesus pregou a caridade, a compaixão e o perdão, além de inúmeras outras coisas positivas.
Em nenhuma página de nenhum livro pode-se encontrar algo que remeta a Jesus algum ato de violência ou crueldade com qualquer forma de vida que cruzou o seu caminho. Nem mesmo as religiões que não seguem literalmente os ensinamentos de Cristo, conseguem ficar totalmente desconectados dos seus ensinamentos.
Gandhi disse certa vez que acreditava no Cristo dos Evangelhos, mas não no Cristo dos cristãos. Segundo ele, os “cristãos” do seu tempo distorciam a mensagem de Jesus através de suas atitudes e preconceitos. E perguntou: Como alguém que ama a Deus e ao próximo poderia aceitar que seres humanos fossem divididos em castas e tratados sem qualquer dignidade?
E eu lanço a mesma pergunta a vocês: Como alguém que prega a palavra de Jesus ou de qualquer outro que diz ser uma figura representativa das palavras de Deus, pode, em sã consciência e com o coração voltado ao amor, julgar e condenar outro ser humano por conta das suas crenças e de sua fé?
Cada religião nessa Terra, existe por um motivo, como também existem pessoas das mais diversas culturas e níveis evolutivos.
CADA RELIGIÃO CAI PERFEITAMENTE, COMO UMA LUVA, PARA CADA TIPO DE PESSOA QUE A ACOLHE.
Porque cada um de nós possuímos saberes e culturas diferentes, estamos inseridos em contextos educacionais diversos, e sofremos traumas ou aprendemos a ver a vida de maneiras completamente distintas. A única coisa que nos une é o amor, e esse amor, muitas vezes é esquecido pelos fiéis de várias religiões.
A cada ser humano que já experimentou o privilegio de amar verdadeiramente, recebeu de presente a possibilidade de se desvencilhar de qualquer amargura que o acomete. Experimente amar todas as espécies e todas as criações sabendo que cada acontecimento que Deus permite é, na verdade, uma lição que ele endereça a nós, de maneira singela e amorosa.
Se você condena a religião que não é a que você segue, como sendo coisa do “cccc” ou demoniza aquele que a cultua, você automaticamente se desvia do caminho do amor, para adentrar ao labirinto obscuro do julgamento seguido de condenação, e pior, estará condenando sem o consentimento e o aval daquEle que você julga conhecer melhor do que ninguém. Pensemos…