sábado, 14 de setembro de 2019

A América é uma mulher

A América é uma mulher
O Continente Feminino

“A América é uma mulher... Pelo menos assim ela aparece nas iconografias entre os séculos XVI e XVIII; o ventre opulento, o longo cabelo amarrado com conchas e plumas, as pernas musculosas, nus os seios. [...]. A representação assim construída pelos europeus traduzia um discurso que tentava se impor como concepção social sobre o Novo Mundo: a America, como uma bela e perigosa mulher, tinha que ser vencida e domesticada para ser melhor explorada. A metáfora para a exploração do continente serviu, na pratica, para ilustrar as relações de gênero, no período da conquista.”
(PRIORI, Mary Del. Imagens da Terra Fêmea: a América e suas mulheres. In: VAINFAS, Ronaldo (org.) América em tempo de conquista. Rio de Janeiro, Jorge Zaha, 1992.)

Não causar o mal

Não causar o mal

Não causar o mal obviamente inclui não matar, roubar ou mentir. Inclui também não ser agressivo - com nossas palavras, ações ou mentes. Aprender a não causar mal a nós mesmos e aos outros constitui um ensinamento budista básico sobre o poder curativo da não agressão.

A base de uma sociedade iluminada está em não causar mal a nós mesmos e aos outros - como início, meio e fim. Dessa forma poderia haver sanidade no mundo é esse processo começa com a sanidade em cada um de nós. Permanecer ignorante por não ter coragem e respeito de olhar para si mesmo com honestidade e brandura é a agressão mais básica, o mal mais fundamental que podemos causar a nós mesmos.

O terreno básico para não causar o mal está na atenção plena, a sensação de enxergar claramente, com respeito e compaixão por aquilo que vemos. É isso que a prática nos mostra. A atenção plena, entretanto não se limita a meditação formal. Ela nos ajuda a nos relacionarmos com os aspectos da vida. Ajuda-nos a ver, ouvir e sentir cheiros, sem fechar nossos olhos, ouvido ou nariz. Relacionar-se honestamente com a qualidade imediata de nossa experiência, com respeito suficiente para não julgá-la, é uma jornada para toda a vida.


Pema Chodron