domingo, 3 de março de 2019

OS ANALFABETOS DO SÉCULO

OS ANALFABETOS DO SÉCULO

Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que SE recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender




4 de outubro de 1928 (90 anos)
Escritor
Alvin Toffler é um escritor e futurista norte-americano doutorado em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus escritos sobre a revolução digital, a revolução das comunicações e a singularidade tecnológica.

BOLSONARO ASSASSINA O BRASIL

BOLSONARO ASSASSINA O BRASIL

Um desgoverno em estado terminal, por Fábio de Oliveira Ribeiro




Um desgoverno em estado terminal

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Após ter derrotado os romanos em três grandes batalhas campais (Trasimeno, Ticino e Canas), Hanibal acampou em frente às muralhas de Roma. Então o ilustre cartagines desistiu de atacar a cidade, razão pela qual um dos generais dele disse que ele sabia ganhar batalhas, mas não sabia tirar proveito das vitórias.
O mesmo pode ser dito de Bolsonaro. Ele soube ganhar a presidência, mas em apenas dois meses ele desperdiçou todo capital político.
Primeiro, o Exército deixou bem claro que não será comandado por Jair Bolsonaro ou pelos filhos dele. Depois os generais calaram a boca do chanceler amalucado que ele nomeou para o Itamaraty. Agora, o presidente fanfarrão que se veste como um Jeca Tatu será obrigado a ficar calado.
Essas três “capitis diminutio” ou “interditos proibitórios” que limitam o poder presidencial transformaram Bolsonaro numa espécie de palhaço com a faixa. Ele é presidente porque não governa. Se tentar governar (coisa que ele não consegue fazer), o Bozo será substituído pelo vice.
Em silêncio Bolsonaro é um gênio. Quando abriu a boca em Davos ele começou a se complicar. Sempre que coloca a ideologia na frente do pragmatismo, o presidente brasileiro causa um dano à economia e à imagem internacional do Brasil.
Bolsonaro tentou mudar a embaixada brasileira para Tel Aviv e foi desautorizado. Mesmo assim os árabes impuseram sanções comerciais que afetaram negativamente os interesses dos produtores rurais que apoiaram o PSL.
A importação de leite em pó da União Europeia não rompeu o isolamento diplomático do nosso país. Ela apenas causou danos aos próprios produtores de leite que ajudaram a eleger Bolsonaro.
Por razões ideológicas, o novo presidente do Brasil aderiu à bravata de Guaidó na Venezuela. A instabilidade em nosso afeta negativamente interesses econômicos e estratégicos da China. Imediatamente os chineses resolveram comprar nos EUA todos os produtos que compram no Brasil. Esse será o golpe de misericórdia no regime que Bolsonaro e seus filhos queriam impor aos brasileiros.
Enquanto o presidente afunda no pântanos que ele próprio criou o poder vai se transferindo para o general vice. Mourão parece ser mais preparado para exercer a presidência do que Bolsonaro. Mas assim que der o bote na faixa presidencial ele se tornará vidraça da oposição e dos fanáticos ligados à Bolsonaro dentro e fora do Congresso Nacional.
Quem disse que era só tirar a Dilma que a economia melhorava está amargando prejuízos. Quem apostou suas fichas em Bolsonaro será levado falência pelo presidente que elegeu. O impasse criado pelo golpe de 2016 “com o Supremo com tudo” não foi solucionado. Tudo piorou, inclusive os indicadores econômicos.
Se assumir a presidência Mourão não terá uma tarefa fácil pela frente. Nós precisamos de mais democracia e não de uma nova ditadura. Para sair da crise econômica/política/institucional que foi criada pela Lava Jato, agravada durante fraude do Impeachment e amplificada com a eleição “fake news” de Bolsonaro o Brasil precisa desesperadamente anular a eleição de 2018.
Entretanto, não basta eleger apenas o novo presidente do país. Um novo Congresso Nacional também terá que ser eleito para substituir esse que nasceu maculado por fraudes financeiras e publicitárias.

ASSASSINATO AO ESTILO SÉRGIO MORO

ASSASSINATO AO ESTILO SÉRGIO MORO


Senhor Sérgio Moro, mate Lula de uma vez, por Fernando Horta






Senhor Sérgio Moro, mate Lula de uma vez

por Fernando Horta

Senhor Sérgio Moro, me dirijo ao senhor não como um amigo. Em verdade, estamos, e espero que sempre estejamos, em lados opostos. Tampouco me dirijo ao senhor com um “bom cidadão” brasileiro, pois sabemos onde os “bons cidadãos” levaram este país. Escrevo-lhe apelando ao resto de humanidade que penso ainda pode haver na sua pessoa, depois do trabalho sujo que o senhor desenvolveu por anos.
Já ficou claro para o Brasil e para o mundo que o senhor fez parte de uma conspiração para condenar um inocente. Ficou também bastante claro que seu pagamento foi entrar para a política, pleiteando até mesmo a presidência da República. Isto se ainda existir Brasil depois do governo dos Bolsonaro. Ainda estamos tentando entender o que é exatamente aquela ONG que recebeu da Petrobrás 2,5 bilhões para ser administrada por operadores da Lava a Jato, mas isto fica para a PF e o Ministério Público (de verdade) apurarem.
Meu pedido é simples e muito direto: por favor, mate Lula de uma vez. Termine o serviço que lhe foi encomendado. O senhor rasgou a constituição para prender um inocente. Concorreu para a morte da esposa dele, com todas as violências que levou a cabo para nada conseguir provar, usou meios inenarráveis para mantê-lo na cadeia, inclusive contra ordens superiores, hipotecou o futuro de toda uma nação em nome de um projeto mesquinho. Agora, mantém sua vara refém com uma “poste” no seu antigo lugar de juiz que, inclusive, usa seu próprio arquivo para dar a sentença dela (isto se não foi o senhor mesmo que sentenciou). Tudo, efetivamente, para dar a Luís Inácio o pior final de vida que alguém poderia experimentar.
O problema é que nós, brasileiros com alguma integridade, com algum senso de justiça e humanidade e conhecimento não suportamos mais ver o senhor e seus asseclas torturarem um homem mais de 70 anos. Não nos é mais palatável ver tudo o que o senhor, Gebran, Thompson Flores e demais diminutos que participaram desta tragédia, sub-repticiamente fazem contra o ex-presidente. O menino que morreu foi o mesmo que o senhor confiscou um tablet, por mais de ano e meio. Falo do confisco do aparelho eletrônico porque sei que os bens materiais lhe são mais fáceis de compreender do que os sentimentos, mas a verdade é que o senhor e seus associados usaram as togas para roubar quase um ano de convivência de um menino com seu avô. E agora ninguém lhe devolverá mais isto.
Pedalinhos, tickets de pedágio, “atos indeterminados”, a probabilidade furada do Dallagnol e a sentença porca e mal feita da juíza Hardt terminaram na morte de um menino de sete anos e, se não fosse o sentimento de revolta de até mesmo em inimigos políticos de Lula para com a desfaçatez com que o senhor e seus parceiros acham que podem gerir a “justiça”, Lula não teria sido permitido sequer velar o neto. Como aliás, não lhe deixaram despedir-se do irmão.
O Brasil não suporta mais ver a sua baixeza e vilania. Não suporta mais saber que pagamos caro para uma pessoa sem competência como a juíza Hardt fazer o papel que está fazendo. O pior, entretanto, é que não suportamos mais assistir à queda de braço entre a sua estultice e a integridade do maior estadista deste país. Lula já mostrou que é muito maior do que vocês todos e não se dobra. Ocorre que nós não somos. Como uma pessoa comum, sem nenhum traço do que se vê em Lula, não tenho mais entranhas para assistir esta tortura sob os holofotes do judiciário inepto deste país.
Por favor, o senhor tem tentado mudar a lei para poder matar pessoas, sem que nenhum efeito legal estes crimes tenham. Pois termine o seu serviço. Mude a lei, crie a pena de morte e mate Lula.
Tenha a hombridade que nunca teve, a coragem que nunca demonstrou de puxar o gatilho. Saia das sombras, dos becos e das conversas sussurradas e acabe com esta situação horrenda.
Uma vez na vida, faça algo às claras.
Uma vez na vida, assuma o seu plano, arquitetado há muito tempo, sabe-se lá a mando de quem.
Mate Lula com as próprias mãos, e nos poupe de ficar vendo este espetáculo de tortura medieval que no fim só alimenta as almas parvas das bestas que lhe apoiam.