quinta-feira, 24 de outubro de 2019

OutrasPalavras

A Era dos Coletivos de Solidão | Eletrobras: a água também está em disputa | Liberalismo e democracia, a história de um divórcio | Dia do Fogo: a farsa e os reais culpados

A Era dos Coletivos de Solidão

Estamos às portas de uma era não relacional em que os atributos que definem grupos de população são naturalizados e separados entre si de modo a não ser visível a relação que há entre eles. Criam-se assim segregações que não se tomam como tal e antes parecem o resultado natural de diferenças que não suscitam outro sentimento que não o da indiferença.  Assim, diferenças e hierarquias, que até há pouco eram consideradas chocantes e revoltantes, tendem hoje a ser percebidas como triviais e até aceitáveis porque expressão de características inatas em relação às quais a sociedade pouco pode fazer. Por exemplo, a concentração da riqueza aumentou escandalosamente nas últimas quatro décadas e a ostentação da riqueza convive indiferentemente com a mais abjeta pobreza. Por sua vez, as discriminações por motivos raciais, sexuais, religiosos ou outros ganham crescente aceitação entre públicos insensíveis às lutas dos movimentos anti-racistas, anti-sexistas, anti-homofóbicos, anti-fundamentalistas, os mesmos públicos que estão sempre disponíveis para ignorar ativamente as conquistas contra a discriminação que esses movimentos têm obtido. Assim, quem é rico merece ser rico porque tem as qualidades para o ser, tal como quem é pobre merece ser pobre por não ter as qualidades necessárias para deixar de o ser. Na construção deste modelo civilizatório estão envolvidos vários processos. Muitos dos quais parecem nada ter a ver com ele.


Boletim de atualização nº 1280 - 24/10/2019leia no navegador

A Era dos Coletivos de Solidão

A dominação social do século XXI só sobreviverá se criar novos sujeitos. As sociedades, em que os desiguais se relacionam, precisam ser reduzidas a massas inertes de indivíduos-dados. Esta distopia é, também, o calcanhar de aquiles do projeto
Por Boaventura de Sousa Santos

Liberalismo e democracia, a história de um divórcio

Por trás da brutal repressão no Equador e no Chile, o desespero: crise de 2008 escancarou modelo econômico insustentável, calcado nas desigualdades. Agonizante, busca sobrevida no autoritarismo. América Latina será o início da insurgência?
Por Almir Felitte

Eletrobras: a água também está em disputa

Privatização da estatal, que gera bilhões aos cofres públicos, não gerará só elevação nas contas de luz: também colocará na lógica do mercado o controle de estratégicos reservatórios, cruciais à navegação e abastecimento em tempos de estiagem
Por Cássio Cardoso Carvalho

Petróleo nas praias e as soluções desprezadas

Para ambientalistas, governo deveria ter investido em prevenção. Agora, promover proteção e treinamento da população que participa dos mutirões, e identificar responsável para arcar com os custos. Mas fecha os olhos e insiste em conspiracionismo
Por João Soares e Felipe Salgado, no DW Brasil
OUTRA SAÚDE
 

Dia do Fogo: a farsa e os reais culpados

Trabalhadores sem-terra, presos injustamente pelas queimadas, finalmente são soltos. Investigações apontam fazendeiros que fizeram “vaquinha” para comprar combustível. Leia também: Amazon entra ainda mais na saúde
Por Maíra Mathias e Raquel Torres
O JOIO E O TRIGO
 

Guia Alimentar brasileiro, referência internacional

Um estudo norte-americano deu a ele a maior nota entre os analisados -- acima de países como Austrália e Suécia. Seu mérito: compreende a sustentabilidade como poucos, e enxerga o papel social da boa alimentação. Talvez por isso seja tão abominado pela indústria alimentícia…
Por Victor Matioli

Democracia hackeada: a quem pertence a internet?

Principal desafio é conter a influência da ultradireita que, antes marginalizada, foi amplificada pelas redes. Mas há ao menos duas armadilhas: a hipervigilância de Estados e a dependência total de monopólios das gigantes tecnológicas
Martin Moore, entrevistado por Ethel Rudnitzki, na Agência Pública

Cinema: sonhos de duas vidas apartadas

A vida invisível, de Karim Aïnouz, é um delicado melodrama: nos anos 40, duas irmãs, anuladas pelo machismo, são separadas; amam-se intensamente e, assombradas pelo remorso, tentam construir uma existência imaginária para a outra
Por José Geraldo Couto
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Jards Macalé no Teatro Oficina

Aniversário de 61 anos do teatro mais lindo do mundo terá show do tropicalista nesta segunda-feira (28), em SP. Há convites em sorteio para colaboradores de Outras Palavras
Por Simone Paz
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