segunda-feira, 15 de julho de 2019

Tudo acertado antes...


sexta-feira, 12 de julho de 2019

VAZAMENTOS REVELAM QUE GEBRAN NETO ANTECIPAVA JULGAMENTOS PARA PROCURADORES.


As novas revelações do Intercept Brasil, desta vez em parceria com a revista Veja, apontam que o procurador Deltan Dallagnol mantinha uma relação amistosa com o relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto.



Os dois ainda tiveram encontros, o que corroboram com a versão apontada por uma fonte a qual esse blog teve acesso, Seu nome será mantido em segredo, por motivos de segurança e pelo laço afetivo extraconjugal que a mesma manteve com um dos personagens que envolve o caso Lula, durante o período.

Segundo o relato da mulher que identificaremos como Mariana (Nome fictício) ocorreu um jantar num sábado à noite, numa casa alugada, segundo ela uma espécie de Buffet, a festa seria uma espécie de homenagem ao juiz Sergio Moro, pelo seu combate a corrupção, mas precisamente, no dia 18 de novembro de 2017, lá se discutiu abertamente tudo sobre o processo de Lula, exatamente 8 dias antes da data de 26 novembro 2017, data em que o então , relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto liberou seu voto para julgamento de Lula que ocorreria em 24 de janeiro de 2018, essa reportagem irá ao ar assim que todas as informações e provas estiverem sido analisadas e comprovadas suas autenticidades.

Voltaremos ao assunto que é o motivo de nossa reportagem de hoje,
Segundo a revista Veja Dallagnol mostrou-se preocupado com eventual absolvição, no TRF-4, de Adir Assad, operador de propina da Petrobras; em um chat, Dallagnol afirma: 

“O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad” – procurador fez referência ao desembargador do TRF-4 João Pedro Gebran Neto.

Essas revelações do Intercept com a Veja se mostram aterrorizantes e revelam como o TRF-4 agia por trás das cortinas da injustiça, trazendo a tona o que se estranhava: Por que o TRF-4 sempre mantinham ou aumentavam as penas dadas nas condenações de Sérgio Moro, era tudo tecnicamente combinado com os procuradores da lava jato. 
Tudo leva a crer que não só não havia imparcialidade na primeira instância comandada por Sérgio Moro, como havia um acordo para se manter as condenações em segunda instância dessa vez comandado pelo relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto. 

                                                                        
Entenda o caso Adir Assad

O juiz Sergio Moro abriu ação penal contra catorze alvos da Operação “Abismo”, 31ª etapa da Lava-Jato que “descobriu suposto esquema de propinas nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes)”. Entre os acusados estavam o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, que acusou Lula sem provas e negociou delação premiada que mesmo que jamais tenha sido  homologada foi usada como base para a condenação do ex-presidente.

O lobista Adir Assad, o ex-tesoureito do PT Paulo Ferreira e o ex-diretor de Serviços da estatal petrolífera Renato Duque, que foi preso em fevereiro de 2015 e já condenado em outra ação da Lava-Jato.

Eram alvos dessas supostas investigações o famoso Tacla Duran que foi o primeiro a denunciar as falcatruas da lava jato, conforme por diversas vezes foi noticiada por esse blog e outros meios de comunicação

O montante da propina, segundo o Ministério Público Federal, chegou a 2% do valor do contrato e dos aditivos, cerca de R$ 20,65 milhões. Os procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava-Jato sustentam que o Consórcio Novo Cenpes, formado pelas empreiteiras OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Construcap CCPS Engenharia e Schahin Engenharia, teria vencido a licitação de obras de construção para ampliação do Centro "mediante ajuste fraudulento de licitação".

Diante da falta de provas que pudesse condenar os envolvidos o TRF-4 e consequentemte Gebran Neto deveria absolver a todos, mas essa era a grande preocupação de Deltan Dallagnol e por isso era preciso garantir a condenação dada por Sérgio Moro mesmo que as provas fossem insuficientes para a condenação proferida em primeira instância.


Em um outro trecho Dallagnol tenta convencer outro procurador a conseguir o adiamento de julgamento do réu, algo que a defesa havia tentado e não conseguido, Cazarré respondeu: “Olha Quando falei com ele(João Pedro Gebran Neto), há uns 2 meses, não achei q fisse (sic) absolver… Acho difícil adiar”.

Mas o trecho que realmente corrobora com as articulações e tramas para manter a condenação de pessoas mesmo que as provas fossem fracas é exatamente quando Dallagnol diz ao procurador Cazarré : 

“Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? (…) se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação…”.


Esse trecho revela que Gebran Neto vazava aos procuradores o resultado de julgamentos, ferindo o processo legal enquanto as defesas dos acusados tentavam em vão suas apelações, as mesmas, só seria concedidas mediantes o aval do MPF.

Estamos diante de um grave atentado ao processo legal e a lisura do TRF-4, sempre contestada por esse blog, por que sempre contestamos? Por que dentro dos processos da Lava jato sempre houve tendência a condenações sem lógica e sem provas, levando pessoas inocentes para a cadeia.


Texto: Pedro Oliveira
Edição: Selena Martines
Colaboração: Ana Fernandes

Informações: Revista Veja, The Intercept, site Antropofagista, site 247 e gauchazh

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