quinta-feira, 30 de abril de 2015

SER PARDO! SER NEGRO!!

Daniela Dias
Fez referência a você: +Professor Negreiros  Obrigada por ter passado por aqui.
Dan iela Dias
Compartilhada publicamente 11:48
 
Crítica

(Eu nasci em 1985, parda, filha de pardos, que são filhos de pardos e negros, que são filhos negros, filhos negros, filhos da África onde tudo começou...)

Os Negros

Outro dia estive pensando calculadamente, nas raízes e origens do nosso país.
Fiz um resgate gigante de memórias usando exemplos do que aprendi nas aulas de história,  do que aprendi lendo livros e do que aprendi
vendo a vida, resolvi escrever esta crítica.
Programei meu cérebro para ser justo durante o desenvolvimento do texto. Afinal dentro de mim tem sangue negro...

Ainda no ensino fundamental lá nas aulas de história, eu aprendi que os negros vieram da África.
Erroneamente os professores daquela época não estavam preparados para dizerem a verdade para nós pequeninos.
Ou talvez eles não tivessem mesmo o conhecimento correto sobre o tema envolvido.

Hoje sei que eles não eram escravos, eles eram escravizados.
A expressão nasceu escravo não deveria existir em sala de aula.
Naquela mesma época, aprendi que não vieram por livre vontade.
Eles vieram amarrados em condições desumanas, jogados no fundo dos navios sem esperanças, eles cruzavam os oceanos.
Nos tais navios negreiros, assim chamados.

E aprendi que eles morriam de fome, de calor e atacados por doenças.
E aprendi que aqueles que morriam eram jogados ao mar.
Sinceramente não sei se morrer era um castigo, um motivo de tristeza ou alívio para eles.

Fui crescendo e aprendendo que eles; os negros, homens e mulheres eram escravizados, e eles já nasciam com este destino só por causa da cor de sua pele.
E eles eram vendidos como mercadorias e eram açoitados, você sabe o que é açoitado?

Açoitado/ Açoite/ Açoitar/ Pesquise

E na medida em que eu fui crescendo e passando de série na escola, eu fui aprendendo mais e mais sobre o povo negro principalmente nas aulas de história.
Os professores não conseguiam responder a todos as minhas perguntas.
Eu perguntava muitas coisas complexas, por que em meu coração eu não conseguia aceitar aquela verdade tão cruel!

Então eu comecei a pesquisar um pouco mais sozinha em busca de respostas. Isso é claro, de acordo com minha maturidade na época.
Aprendi sentindo um gosto amargo no saber, como eles sofreram, como eles viveram.

Descobri que os negros ainda que escravizados, não desistiam do sonho de liberdade.
Eles inventaram uma dança que escondia uma luta para se defenderem dos capatazes e dos capitães do mato, era a tal (Capoeira).

Aprendi sobre seus conhecimentos medicinais das ervas, sobre suas crenças, ainda que escravizados eles não perdiam a fé, tanto que suas crenças culturais permanecem até hoje, (Candomblé e Umbanda).

 Aprendi sobre suas comidas. A que comida que lhes era permitido comer. E eles foram astutos também nisso.
Pesquise que comidas eles comiam, e como foram espertos para adaptar suas receitas nativas, garanto que você comeu e come comidas que se originaram por meio das mãos deles.

Na medida em que eu fui crescendo, eu fui descobrindo e imaginado a dor de ser um negro naquela época, sem entender direito por que uma pessoa era tratada assim, só por causa da cor da pele eu fui crescendo.

E quanto mais eu aprendia, mais eu sentia tristeza e orgulho!
Vontade de aprender mais.
E sinceramente eu aprendi.
Aprendi estudando sozinha, nas aulas de história ou no dia a dia que mesmo as pessoas são muito menos do que deveriam ser.
Menos humanas e menos humanizadas.
Menos amáveis e menos amadas.
E eu me surpreendo toda vez que me deparo com situações que denigrem a imagem do negro.

A história deste país é banhada de dor, o sangue dos NEGROS e NEGRAS, ainda choram nas veias de quem é descendente.
E isso é triste!
Quem é negro sabe bem a que dor me refiro.
Sabe aquela dor na alma, no sangue, a dor da servidão.

Não se consegue ser patriota num país onde o passado é cheio de dores, sangue e mortes, política e religião andaram lado a lado, escravizando pessoas.
E isso eu aprendi também em aulas de história.
Ainda hoje o povo negro sofre por ser negro...

Com o tempo eu tive tanto interesse em relação aos assuntos que diziam a respeito deles,  que me dediquei a buscar mais afundo a intensidade do assunto.
Quis conhecer mais, saber mais, entender mais.
E assim o fiz por um longo tempo, na verdade, ainda o faço.

O que descobri nos livros, nas pesquisas era um pouco pior do que as coisas que eu aprendi nas aulas de história do ensino fundamental e médio:

Aprendi como eram vendidos, como eram utilizados em escambo, como eram avaliados,
como eram tratados divulgados em jornais feito objetos mesmo.
Ainda que eu estude a vida inteira, não saberei de fato como foi ter vivido no tempo deles.
No tempo dos escravizados, mesmo assim estudar meu deu uma ideia mínima de como foi.
De como viviam...
E isso ainda me entristece!

Não é de se espantar que tenham inventado a capoeira, nem que tenham se rebelado, formando quilombos.
Que tenha escolhido um líder para se espelharem em esperança de liberdade. Eles sentiam a dor de ter uma pele.
Uma pele com uma sentença.
-Escravidão!
Esta era a sentença de ser negro.

(Escravo/ Escravizado/Escravidão) – Pesquise.

Talvez você não saiba dessa herança que tem, eu vou te contar uma coisa muito verdadeira e séria, já que você leu até aqui. Dentro de você existe sangue e DNA do povo negro.
Nos seus genes, sangue e DNA foi já foi sentenciado, mesmo que sua pele seja branca, albina, laranja, roxa, azul seu sangue é negro.

Mesmo que você seja rico, pobre, gari ou juiz de direito eu tenho uma verdade para você. Você carrega genes de um povo negro.
É isso mesmo, você é filho deste país que derramou o sangue dos seus antepassados, que no chão ainda chora.

‘’ Você Luta capoeira, capoeira é a luta dos negros, com dança.
Você segue o Candomblé, a Umbanda, ou faz simpatias e toma chás, isso é herança dos negros.
Você toca tambor, dança um samba, trança os cabelos isso é herança dos negros.
 Você come um monte de comidas e usa um monte de temperos que você não sabe, mas são heranças dos negros.
E você faz artesanato, ou gosta de usar, e você acende velas para Deus e ao mesmo tempo tem medo do Diabo, isso é herança dos negros.
Você que gosta de imagens, que gosta de conchas e usa turbantes nos cabelos, isso é herança dos negros.
Você que trabalha duro e reclama o salário, isso é seu sangue gritando, por você vive a herança de ser negro. De ter um negro nas veias. ’’

Todas essas coisas que estou escrevendo agora, são coisas que aprendi em pesquisas,  em alguns anos de pesquisas.
Livros, revistas, jornais, inclusive se você pesquisar anúncios de jornais publicitários antigos, você vai ver que eles, os nossos pais de sangue eram vendidos como mercadorias, em anúncios de jornais.
Não há como não entristecer...

Por fim, pela jornada da vida aprendi e tenho aprendido cada vez mais, que a escravidão ainda existe para este povo, no qual pertenço por bem querer pertencer.
*Desigualdade salarial entre brancos e negros ainda existe.
*Piadas de negros existem aos montes.
*As piores comparações de cheio, higiene são feitas a negros.
*No futebol! Até o futebol o negro de hoje está sendo humilhado.
Entre estas coisas tantas outras que eu poderia citar a ponto de formar um livro.

E eu poderia citar mais, mais, e mais exemplos de preconceito, de desigualdade racial, em relação a este povo maravilhoso, quem alguém um dia teve a péssima ideia de tornar escravo da própria cor.
Fizeram deste povo um povo marcado pela escravidão de sua condição humana de nascer e nascer negro.

E eu fico sensibilizada e indignada, por que não bastasse o passado, e as mentiras que contam para as crianças nas escolas, ainda hoje existe um governo que não luta pelo direito deste povo, que ainda vive que ainda sofre nas margens da sociedade.

Todo mundo sabe que preconceito racial é crime.
Mas eu deixo estas perguntas:
- Quantas condenações você já viu, por discriminação racial?
- Quantas pessoas você já viu sofrendo preconceito?

Quando participei do provão nacional ENEM, na minha turma tinha apenas uma negra.
Na sala inteira, apenas uma negra.
E eu sei que isso se deu por conta da margem social em que os negros se encontram até os dias de hoje.
Quando acompanhei uma amiga até um feirão de negociação de final de ano SPC/ SERASA, não me surpreendi com o que vi, numa multidão de mais ou menos três mil pessoas, podia se contar os brancos entre os negros.
E eu também sei o porquê disso, por que negros estão afundados em SPC SERASA?
Por que eles estão na margem da sociedade até os dias de hoje.
Quando eu passo por moradores de rua nas madrugadas, moradores de rua que hoje são na verdade os usuários de crack, posso contar os brancos, são os negros que eu vejo, isso por que aquele povo negro que foi levado da África, assim como seus descendentes ainda estão na margem da sociedade.
É impossível não lamentar estes fatos...

Este país não é livre de verdade!
Eu em particular não conheci até hoje  nenhum brasileiro patriota, daqueles que morreriam pela bandeira brasileira ou pelo país.
Só vejo brasileiros usando roupas e acessórios verdade e amarelo durante as copas.
E isso não é ter amor a pátria.
Se eu os condeno?
Não!
Não os condeno, por isso vem de um povo com sangue sofrido nas veias.

Somos um povo que vive das sobras até hoje, um povo que sofre por melhorias.
Viver com um salário mínimo, viver sem ter sequer a dignidade de um atendimento de saúde, isso não é ser livre.
Ainda somos como aqueles negros escravizados.
Sinceramente, acredito que poucos dos amigos que tenho irão me dar à honra de ler esta crítica.
Mas eu vou escrever mesmo assim.
Eu estou a escrevendo.

Estou escrevendo estas palavras com coerência.
Isso por que me sinto no dever para com a verdade sobre este tema.
Isso por que acredito em cada palavra deste texto, por que se uma pessoa ler esta crítica ainda que não concorde, eu sentirei paz.
Paz e sensação de dever cumprido, por que escrever sobre o povo negro está sendo uma questão de honra para mim.

Mostrar o que muita gente não vê ou não sabe.
E dizer que leu isso aqui, muito obrigada!
E tenha orgulho de carregar um sangue tão forte.
Não deixe de acreditar no amanhã melhor.
Eles morreram acreditando nisso.
E deixaram esta cultura maravilhosa que vivemos e nem conhecemos de onde vem.

Aqui na despedida do que considero importante deixar escrito, com os olhos marejados, escreve uma menina de pele parda, que cresceu numa família cercada de brancos de olhos verdes e um Avô Negro, o ser humano responsável por todas as sementes boas que levo no coração.

Então sempre que eu me pergunto quem eu sou, e qual a minha origem, eu sei a resposta, sou negra, filha de negros.
E não só este, mas todos os povos merecem ser respeitados.
Você ficaria surpreso se pesquisasse sobre a teoria do evolucionismo.
- Somos filhos da mãe África!

Por: Daniela Dias.

UM CRIMINOSO A MENOS

Liberte Sua Mente
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http://libertesuamente13.blogspot.com.br/

UM CRIMINOSO A MENOS: MUITOS SE ENGANAM QUANTO A ESSA IRREALIDADE.



UM CRIMINOSO A MENOS: MUITOS SE ENGANAM QUANTO A ESSA IRREALIDADE.

"Um criminoso foi executado: as pessoas devem saber que só se viram livres dele no plano físico; na realidade, ele continua a viver nos planos subtis, pois a sua alma, habitada por maus instintos, continua a existir. Depois de morto, esse criminoso vai para os planos astral e mental inferiores e alimenta o mal infiltrando-se na cabeça e no coração daqueles que, na terra, estão ligados a ele pelas mesmas afinidades criminosas. Através desses seres, ele esforça-se por continuar a realizar os seus projetos malfazejos. De certo modo, ele tem até mais possibilidades de ação do que antes da sua morte, pois já não está limitado pelo corpo físico.
E acontece o mesmo quando se massacra seres justos, santos, profetas, todos os que se puseram ao serviço do bem, do amor, da luz. Só o seu corpo é destruído, o seu espírito não. Também
eles, no além, continuam a alimentar as mesmas convicções, o mesmo desejo de esclarecer os humanos, de os libertar. Eles prosseguem, pois, o seu trabalho penetrando nas cabeças e nos
corações de todos aqueles que, no mundo, são capazes de os compreender e de os seguir. A sua morte não para a propagação
das suas ideias."


Omraam Mikhaël Aïvanhov.

DOIS SERVOS, NENHUM SENHOR!

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DOIS SERVOS, NENHUM SENHOR!
DOIS SERVOS, NENHUM SENHOR! Havia nas extremidades da Terra dois servos fieis. Um servia a Deus e outro servia ao Diabo. Ambos serviam com desvelo e sofreguidão, e espalhavam migalhas dos seus
conhecimentos aos famintos criando viciados em paliativos. Enqu...
DOIS SERVOS, NENHUM SENHOR! Havia nas extremidades da Terra dois servos fieis. Um servia a Deus e outro servia ao Diabo. Ambos serviam com desvelo e sofreguidão, e espalhavam migalhas dos seus conhecimentos aos famintos criando

O que somos na verdade?

Liberte Sua Mente 
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Compartilhada publicamente28 de abr de 2015
 
O que somos na verdade? Onde começa o ser humano e onde começa a sociedade?
O que somos na verdade? Onde começa o ser humano e onde começa a sociedade?  Sei que vivemos condicionados… somos produtos do sistema, alienados,
cegos, seguindo conceitos que nem sabemos de onde saiu… O que somos na
verdade? apenas produto do meio? neste...
O que somos na verdade? Onde começa o ser humano e onde começa a sociedade?  Sei que vivemos condicionados… somos produtos do sistema, alienados, cegos, seguindo conceitos que nem sabemos de onde saiu… O que somos na verdad...

8 trechos de livros que mudaram a vida de nossos leitores

Revista Galileu

http://revistagalileu.globo.com/blogs/estante-galileu/noticia/2015/04/8-trechos-de-livros-que-mudaram-vida-de-nossos-leitores.html#
http://revistagalileu.globo.com/

8 trechos de livros que mudaram a vida de nossos leitores

28/04/2015 - 09H04 - por André Jorge de Oliveira
 (Foto: Paul Bence/flickr/creative commons)
Que trecho de livro mudou a sua vida? Com essa pergunta, estimulamos nossos leitores a compartilharem indicações através do Facebook e, abaixo, reunimos algumas das melhores. Confira:
Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe
É uma coisa bastante uniforme a espécie humana. Boa parte dela passa seus dias trabalhando para viver, e o poucochinho de tempo livre que lhe resta pesa-lhe tanto que busca todos os meios possíveis para livrar-se dele. Oh, destino dos homens! - Por Layla Malvares
A Revolução dos Bichos, de George Orwell
Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todos iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir, quem era homem, quem era porco - por Angélica Stefanelo

A Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente
Mais vale um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube - por Samanta Lemos Öz
Ferreira Gullar
Como dois e dois são quatro, sei que a vida vale a pena, embora o pão seja caro e a liberdade pequena - por Jailma Araujo
Primo Basílio, de Eça de Queiroz
Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações! - por Mari Cardoso
Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle
Eu sou um cérebro, Watson. O resto é mero apêndice - por Enthony Stevie
Memórias de Minhas Putas Tristes, de Gabriel Garcia Marquéz
Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco - por Cecys Cecys
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Maçons Pela Democracia Lançam 6ª Carta ao Povo Brasileiro: Liberdade, Igualdade e Fraternidade

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