domingo, 5 de abril de 2015

"Um povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la."

Cy de Aquino
Cy de Aquino
Compartilhada publicamente18:53
 
Boa noite amigos e, amigas!
Neste momento estou lhes oferecendo uma oportunidade única, a de não ser manipulado!
Ouvi há algum tempo uma frase que diz:
"Um povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la."
Aqui você tem uma luz, um oportunidade
VOCÊ DESEJA TER CONHECIMENTO E, SER DONO DO QUE ENTRA EM SUA CABEÇA?
Esta é sua oportunidade!
Conhecimento, verdade e, oportunidade de realizar uma análise
da nossa história
Seja o PROTAGONISTA da sua vida e, não a sombra de um ser humano!

tucanos na corrupção da Petrobras

tucanos na corrupção da Petrobras

Da Justiça, o que se espera é bom senso

Da Justiça, o que principalmente se espera é bom senso
Quando suas decisões afetam não apenas o réu e sua vítima, mas centenas, milhares de cidadãos, o promotor deve acusar e o juiz, julgar, com a mente e o coração voltados para o que ocorrerá, in consequentia. Por Mauro Santayana Agência Brasil   Nos últimos a...

Procuradores violam código de ética do MP

Procuradores na capa da Folha violam código de ética do MP


O que existe de mais nojento, egoísta, cafajeste, no pensamento da nossa elite, está expresso na verdadeira campanha política e midiática que os procuradores da Lava Jato estão fazendo para que os executivos das empreiteiras não tenham seus direitos de defesa assegurados, e para que o governo não celebre acordos de leniência com vistas a preservar empregos e tecnologia acumulada.

Por Miguel do Rosário, publicado no Tijolaço

blogdoliberato.blogspot.com

Além disso, os procuradores violam diversas leis e códigos de ética ao posarem desta maneira para a capa de um jornal.

Para início de conversa, violam o Código de Ética do Ministério Público, que exige zelar pela impessoalidade na relação com a imprensa.

Esse código, como toda a lei, obedece a um espírito de justiça e a um princípio democrático.
O procurador representa o lado da acusação. É o Estado acusador. Para haver equilíbrio, dever-se-ia mostrar também o lado da defesa.



Um dos procuradores sintetiza, maravilhosamente, o egoísmo psicótico que parece ter dominado setores do Ministério Público:

“A CGU foi feita para controlar corrupção de funcionários públicos, não para ser a salvadora do emprego”, afirmou Carlos Fernando Lima, em entrevista à Folha.

Ora, a preocupação com o emprego de quase meio milhão de trabalhadores é mais que um dever do servidor público; é uma obrigação moral.

O senso ético não se revela apenas combatendo a corrupção; ele é antes de tudo um sentimento de humanismo em relação a outros seres humanos; no caso, em relação a meio milhão de trabalhadores que não podem pagar com sua vida para que uma dúzia de procuradores tenham seu ego satisfeito.
Se o Brasil conseguir sobreviver a esse odioso golpe, em que a necessária luta pela corrupção se transforma em arma política para provocar uma profunda crise econômica e social, com vistas puramente a desgastar o governo, teremos dado um grande passo em direção a nosso futuro.

A comparação com “Os Intocáveis”, além do mais, não poderia ser mais ridícula e equivocada. Eliot Ness combatia Al Capone, que vivia sobretudo da venda ilegal de bebidas.

As empreiteiras e empresas agregadas, alvo da sanha destruidora desses procuradores, são responsáveis pela construção de todas nossas hidrelétricas, estradas, pontes, aeroportos, portos, ferrovias, estações elétricas, plataformas de petróleo, etc.

Sem contar que a comparação esquece o ponto principal.

Al Capone foi preso por sonegação de impostos…

Quem deveria aparecer na capa do jornal, portanto, como herois, são os procuradores da Operação Zelotes, que investiga um esquema de evasão fiscal que pode ter desviado quase R$ 20 bilhões dos cofres públicos.

A Operação Zelotes lida com valores muito maiores do que a Lava Jato, e não está promovendo nenhum desemprego em massa no país.

Quem matou mais?

Livres Pensadores
 
Quem matou mais?

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.
Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.
Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

Capitalismo e consciência de classe

 
Capitalismo e consciência de classe: as ideias de Georg Lukács
24/8/2010,  [*]  Chris Nineham ,  Counterfire Capitalism and Class Consciousness: the ideas of Georg Lukács Traduzido pelo pessoal da  Vila Vudu          POSTADO POR  CASTOR FILHO Georg Lukács  por  Liberati Texto integral (ing.) em:  Capitalism and Class C...
Capitalismo e consciência de classe: as ideias de Georg Lukács


Capitalismo e consciência de classe: as ideias de Georg Lukács


24/8/2010, [*] Chris NinehamCounterfire
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
        POSTADO POR CASTOR FILHO
Georg Lukács 
por Liberati
Excerto de Capitalism and Class Consciousness (aqui traduzido)
Um filósofo ativista
Lukács tornou-se revolucionário e marxista durante a maior onda de luta da classe trabalhadora em toda a história, desencadeada pela Revolução Russa ao final da Iª Guerra Mundial. Já conhecido como intelectual na Hungria, meses antes de unir-se ao recém criado Partido Comunista da Hungria em dezembro de 1918, descobriu-se de repente como líder, nos eventos que levaram à breve república soviética da Hungria, em 1919. Foi Comissário do Povo para a Educação e por um curto período de tempo, comissário político no front de combate.
A República dos Trabalhadores Húngaros terminou em desastre. Aconteceu assim, como o próprio Lukács reconheceu adiante, porque a República era instável desde o início. O Partido Comunista da Hungria iniciou um insurreição, em fevereiro de 1919, muito antes de ter apoio da maioria dos conselhos de trabalhadores. O levante foi esmagado, quando ficou claro que radicalização de massa jamais seria substituto de preparação política. Ao mesmo tempo, a militância de camponeses e trabalhadores, e a anexação de partes do país por potências estrangeiras, levaram ao colapso do governo burguês, o que gerou um vácuo de poder.
A República Soviética Húngara nasceu em março de 1919, de uma fusão entre os comunistas e o Partido Social Democrático (PSD), partido reformista. A classe governante delegou poderes ao PSD, num derradeiro esforço para salvar o sistema. Lukács e a liderança do Partido Comunista interpretaram a nova aliança de reformistas e revolucionários como uma restauração espontânea da unidade proletária; de fato, como depois se constatou, não passou de receita para confusão e desastre.
Os líderes do Partido Comunista agiram como se estivessem num governo revolucionário, forçando a nacionalização da terra, sem qualquer preocupação com o que pensavam ou desejavam os camponeses; e a maioria dos operários permaneceu sob a liderança do partido reformista. Diante de novos ataques da aliança de poderes contrarrevolucionários, os líderes do PSD logo capitularam; e os comunistas ficaram isolados, sem qualquer apoio. Logo se constituiu um governo reacionário, que desencadeou campanha de terror contra a esquerda, executando mais de 5 mil e expulsando do país dezenas de milhares de militantes.
Lukács escreveu seus trabalhos chaves dos anos 1920s – Lênin: Estudo sobre a unidade de seu pensamento [em espanhol, em Rebelión], História e Consciência de Classe Em defesa de História e Consciência de Classe: o Seguidismo e a Dialética[em espanhol em Libro españollogo depois dessa experiência, enquanto viveu como exilado, em Viena. Hoje se vê com clareza que aquele foi momento decisivo para o movimento socialista. Antes da guerra, o movimento socialista mundial se organizara na IIª Internacional, cuja completa acomodação no sistema vê-se claramente no apoio que os partidos principais deram à Iª Guerra Mundial. Os russos bolcheviques puseram-se contra essa traição, e lideraram uma revolução bem-sucedida, que se tornou inspiração para milhões em todo o mundo.
Os dois livros de Luckács, História e Consciência de Classe e Lênin: Estudo sobre a Unidade de seu Pensamento, manifestam o potencial revolucionário do momento, e o medo de que ninguém estivesse cuidando de extrair as lições daquela experiência. Em 1925, quando Lukács escreveu O Seguidismo e a Dialética, havia sinais de que o isolamento da revolução russa estava estimulando uma nova modalidade de fatalismo.
A vida sob o capitalismo
Em História e Consciência de Classe, Lukács discute o papel das instituições do capitalismo, como elementos de mediação. Mas expõe – como resultado da experiência vivida do capitalismo –, a capacidade que essas instituições têm para assegurarem-se a aquiescência dos trabalhadores. Explica também como e por quê essa mesma experiência vivida do capitalismo pode criar oposições.
O ponto de partida de Lukács é o fato de que o capitalismo converte tudo em mercadoria, uma unidade de produto cujo objetivo é gerar lucros para os capitalistas. Lukács argumenta que não é acaso que a mercadoria tenha sido também o ponto do qual Marx partiu, em seus trabalhos principais, quando decidiu “expor a nu a natureza fundamental da sociedade capitalista”:
O problema das mercadorias não deve ser considerado isoladamente nem considerado problema central da economia, mas como problema central, estrutural da sociedade capitalista em todos os seus aspectos. Só assim se consegue ver como a estrutura das relações de mercadoria é um modelo para todas as formas objetivas da sociedade burguesa, com todas as formas subjetivas que lhes correspondem. 
[Luckács, História e Consciência de Classe].
A produção da mercadoria modela o modo como experienciamos e compreendemos o mundo. Ela reduz qualidade a quantidade e esconde o processo generalizado de exploração num mundo imediato de comprar e vender. Ecoando as palavras de Marx em Capital, Lukács descreveu como a mercadorização tem o efeito de dar às relações entre as pessoas o caráter de coisas: a conversão em mercadoria [a mercadorização] reifica [transforma em coisa] todas as relações.
Nesse processo, as relações adquirem uma “objetividade fantasma” e uma autonomia “que parece tão estritamente racional e extensiva a tudo, a ponto de ocultar todo e qualquer traço da natureza fundamental daquelas relações”. Por isso as mercadorias têm o que Marx chamou de “caráter de um fetiche”. Como os fetiches primitivos que os homens criaram e imediatamente passaram a adorar como se fossem deuses, as mercadorias vieram para nos comandar e comandar nossa vida, apesar de serem criadas por nós.
Só se consegue perceber o total impacto desse processo de reificação quando entendemos que a condição essencial para a vitória da forma mercadoria é a transformação do próprio trabalho, em mercadoria. Se o valor dos bens será determinado pelo tempo de trabalho necessário para produzi-lo, a força de trabalho tem de ser totalmente integrada nesse sistema racional universalmente quantificado. O trabalhador tem de vender sua força de trabalho, como qualquer outra mercadoria, no mercado.
Nem objetivamente nem em relação com seu trabalho, o homem aparece como autêntico senhor do processo; ao contrário, ele é uma parte mecânica incorporada num sistema mecânico. O homem descobre que o sistema é pré-existente e autossuficiente, que funciona independente dele, e o homem tem de se conformar às suas leis, goste ou não goste.  
[Luckács, História e Consciência de Classe].
A mercadorização modela o próprio processo físico do trabalho e também a compreensão que temos dele. O trabalho torna-se dominado pela racionalização, uma alta divisão do trabalho, repetição e obsessão com a quantidade, não com a qualidade. O artigo acabado já não parece ser objeto de processo algum. O processo fragmentado de produção do objeto acaba por produzir um sujeito fragmentado:
À personalidade nada resta a fazer, além de olhar desconsoladamente, enquanto sua própria existência é reduzida a uma partícula isolada inserida num sistema alienado. 
[Luckács, História e Consciência de  Classe].
A reificação então tem três efeitos que se reforçam mutuamente sobre a consciência. Ela oculta, esconde, as reais relações humanas do capitalismo; faz o sistema parecer como se fosse comandado por uma lógica pré-ordenada, inumana; e faz os trabalhadores sentirem-se sem forças para fazer coisa alguma.
Muito já observaram que Lukács, pela leitura que faz de Capital, chegou a um conceito quase idêntico à ideia de alienação que aparece em Manuscritos Econômico-filosóficos de Marx, escritos em 1844, mas só publicados em 1932.
Mas Luckács fez mais que isso. Luckács abriu novos caminhos, ao mostrar como a reificação permeia toda a sociedade capitalista e lançou as bases para a primeira “estrutura unificada de consciência na história”. Explorou, inclusive, as implicações disso tudo para a política radical.
Para Lukács, o estado mental gerado pela experiência do trabalho na ponta final da produção capitalista aparece difundido por todas as instituições da sociedade capitalista.
A atomização dos indivíduos é, então, só o reflexo na consciência do fato de que as ‘leis naturais’ da produção capitalista foram estendidas para cobrir toda e qualquer manifestação de vida em sociedade; que, pela primeira vez na história toda a sociedade é submetida ou tende a ser submetica a um processo econômico unificado, e o destino de cada membro da sociedade é determinado por leis econômicas unificadas
[Luckács, História e Consciência de Classe].
Para Lukács, por exemplo, as burocracias são corolários do sistema das fábricas:
Burocracia implica ajustamento ao modo de vida de alguém, ao seu modo de trabalhar e, pois, à sua consciência, às premissas socioeconômicas gerais da economia capitalista, semelhante à que se viu no caso do empregado que trabalha para patrão privado. A padronização formal da justiça, do estado, do funcionalismo público etc. significa objetivamente e factualmente uma redução comparável de todas as funções sociais aos seus elementos, uma busca comparável pelas leis racionais formais desses sistemas parciais cuidadosamente segregados. 
[Luckács, História e Consciência de Classe].
Assim, muito mais que nos locais de trabalho que visa ao lucro, também nas instituições de toda a sociedade as tarefas são reduzidas a funções quantificáveis, à taxa de transferência efetiva de um sistema, em processos que ganham autonomia em relação à pessoa, à personalidade e, portanto, em relação à razão/juízo humano. Mesmo para os que lidam diretamente com outros seres humanos, perdeu-se o senso de objetivo mais amplo, e todo o sentido de causa e efeito foi apagado.
Lukács oferece como exemplo dessa reificação máxima os jornalistas cujos poderes de empatia, juízos, conhecimentos e expressão são artificialmente separados da personalidade, e que são postos num “isolamento” suposto “isento” antinatural, quando confrontados aos fatos ou eventos que têm de “noticiar”.
A “isenção” de que os jornalistas fazem meio de vida, a prostituição das próprias experiências e crenças pessoais, só são compreensíveis como apogeu da reificação capitalista.
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[*] Chris Nineham é um dos fundadores e um dos Diretores Nacionais da Stop the War Coalition no Reino Unido. Foi um dos principais organizadores do protesto anti-guerra 15 Fevereiro 2003 contra a invasão ao Iraque. Foi um dos principais membros Globalise Resistence, a rede anti-globalização, que mobilizou milhares de protestos em Gênova e em outros lugares; desempenhou um papel importante nos Fóruns Sociais Europeus e Mundiais. Foi membro do Partido Socialista dos Trabalhadores até que renunciar em 2010. É autor de The People Versus Tony Blair e Capitalism and Class Consciousness: the ideas of Georg Lukacs
Escreve extensamente sobre o movimento antiguerra e do movimento antineoliberal, bem como sobre os meios de comunicação, modernismo e teoria cultural.


Lukács oferece como exemplo dessa reificação máxima os jornalistas, cujos poderes de empatia, juízos, conhecimentos e expressão são artificialmente separados da personalidade; e que são postos num “isolamento” suposto “isento” antinatural, quando confrontados aos fatos ou eventos que têm de “noticiar”. A “isenção” de que os jornalistas fazem meio de vida, a prostituição das próprias experiências e crenças pessoais, só são compreensíveis como apogeu da reificação capitalista.
Georg Lukács foi o maior teórico da revolução no século XX. No processo de explicar os princípios da Revolução Russa, Lukács respondeu a algumas perguntas vitais: Como as ideias capitalistas tomam conta de nossa consciência? Em que circunstâncias as pessoas se tornam radicais? E como os socialistas podem construir genuínos movimentos revolucionários de massa?
As ideias revolucionárias de Lukács dos anos 1920s foram reprimidas por Stálin e marginalizadas pela Academia e até por muitos no campo da esquerda. Tiveram uma espécie de vida “clandestina”, mas reemergindo sempre que se discutia mudança fundamental. Esse livro é uma introdução às ideias de Lukács e argumenta que elas são crucialmente importantes para explicar e compreender nosso mundo contemporâneo de crises e guerra.

Os almoços grátis e a teoria econômica

Os almoços grátis e a teoria econômica

Não há forma de inventar leis naturais que possam descrever mecanicamente a vida e as decisões das pessoas e dos grupos sociais.

Francisco Louçã na Carta Maior
 Os almoços grátis e a teoria econômica
reprodução
A lenda é esta: dois economistas discutiram se a economia se rege ou não por “leis naturais”, mecanismos implacáveis que determinam e descrevem os comportamentos das pessoas e grupos. Vilfredo Pareto (1848-1923), numa conferência acadêmica, explicou porque pensava que sim, que essas leis são as engrenagens da vida, no que foi contestado por Schmoller.

Procuradores compõem força-tarefa que destrincha a Lava Jato

Natalia Souza
Natalia Souza
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Boa essa matéria da Folha.Vejam e faça a comparação.Na operação Lava Jato, já foram recuperado  500 milhões e o valor ainda incalculável de bens que foram bloqueados como imoveis,hotéis,carros de luxo,helicóptero, aviões e obras de arte.Quatro dos procuradores que investigam a Operação Lava Jato, também investigaram a Operação Banestado ocorrida na década de 90 durante o governo FHC.No caso Banestado foi calculado o desvio de 30 bilhões,além de não terem recuperado esse dinheiro,apenas 15 pessoas foram condenadas, sendo essas pessoas simples funcionárias,ou seja, "os  peixe pequeno".Portanto,um desvio de 30 bilhões com lavagem de dinheiro e evasão de divisa não ter se quer um político e um empresário na lista, em um esquema que envolveu a venda de um banco no caso  o Bamerindus hoje o HSBC, há algo de muito podre nisso tudo ai. Isso não é questão de justificar um erro pelo outro,ambos os casos foram repugnantes.A questão aqui e analisar o fato no caso concreto..Qual o motivo razão para a justiça e a imprensa não ter tido se quer a metade do empenho que estão  tendo na Operação Lava Jato na Operação do Banestado?.Sendo o mesmo juiz federal(Sérgio Mouro), comandando ambos os casos.Porque será que só agora nesse caso o Sérgio Mouro ganhou prêmio a Rede Globo de personalidade do ano?.Essa é a nossa incapacidade crônica de não aprender com a história.Essa sociedade intelectualmente letárgica que só quer vingança ex.., PEC 171, sem se dar ao trabalho de usar os neurônios.E assim caminha a nossa sociedade.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/04/1612392-nove-procuradores-compoem-forca-tarefa-que-destrincha-a-lava-jato.shtml
Um carro de luxo dado como presente desencadeou a investigação que já levou à cadeia três ex-diretores da Petrobras e executivos das maiores empreiteiras do país e à abertura de inquéritos contra três dezenas de congressistas da base aliada do governo Dilma Rousseff.

O que esperar da estratocracia?

  O que esperar da estratocracia?
 

O que esperar da estratocracia?

Juízes federais querem o fim da 'eternização do processo'

Proposta de projeto de lei que será apresentada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) ao Congresso Nacional nos próximos dias prevê alterações no Código de Processo Penal que, na prática, reduz o uso dos recursos de defesa como forma de impedir a prisão de condenados sentenciados por crimes graves, em primeira instância. O texto estipula punição de multa para quem lançar mão desses instrumentos como forma de protelação dos processos criminais.

Em artigo publicado neste domingo, 29, no jornal O Estado de S. Paulo, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato, e o presidente da entidade, Antônio Cesar Bochenek, criticam a "perpetuação na vida pública de agentes que se sucedem nos mais diversos escândalos criminais".

Para os juízes, "o problema da legislação atual é o de supor como geral o erro judiciário e, como consequência, retirar toda eficácia da sentença judicial, transformando-a em mera opinião, sem força nem vigor".

A proposta dos juízes federais ganhou força nas reuniões da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA) de 2014, em meio ao escândalo de corrupção na Petrobrás desmontado pela Operação Lava Jato. O documento foi elaborado com propostas de alterações que atribuem "maior eficácia às sentenças condenatórias no processo penal, evitando a eternização dos processos via recursos".

O Código de Processo Penal prevê hoje (artigo 397, parágrafo 1º) que "o juiz pode na sentença decretar a prisão preventiva ou impor medida cautelar". A Ajufe considera redundante a redação do dispositivo.

"Não é razoável transformar a sentença condenatória, ainda que sujeita a recursos, em um 'nada' jurídico, como se não representasse qualquer alteração na situação jurídica do acusado. A efetividade do processo penal, que é uma reclamação da sociedade nacional, exige que seja conferida alguma eficácia à sentença condenatória, ainda que sujeita a recursos", informa documento.

A entidade de maior influência dos juízes federais destaca também que "não é razoável que ela implique automaticamente na imposição de prisão do condenado, que era a previsão originária do Código de Processo Penal, mas também não é razoável estabelecer como regra absoluta o apelo em liberdade."

Por isso, a proposta estabelece critérios tanto para se decretar essa prisão na sentença de primeiro grau, como os casos em que o recurso de liberdade deve ser atendido.

Nas justificavas da proposta, a Associação dos Juízes Federais afirma que "no Brasil, chegou-se ao extremo de também retirar-se a eficácia imediata do acórdão condenatório dos Tribunais, exigindo-se um trânsito em julgado que, pela generosidade de recursos, constitui muitas vezes uma miragem distante".

"Na prática, isso estimula recursos, quando não se tem razão, eterniza o processo e gera impunidade."

Os juiz federais defendem que a melhor solução é a de "atribuir à sentença condenatória, para crimes graves em concreto, como grandes desvios de dinheiro público, uma eficácia imediata, independente do cabimento de recursos".

"A proposição não viola a presunção de inocência."

Para a ENCCLA, "não é razoável transformar a sentença condenatória, ainda que sujeita a recursos, em um "nada" jurídico, como se não representasse qualquer alteração na situação jurídica do acusado".

"A efetividade do processo penal, que é uma reclamação da sociedade nacional, exige que seja conferida alguma eficácia à sentença condenatória, ainda que sujeita a recursos. Não é razoável que ela implique automaticamente na imposição de prisão do condenado, que era a previsão originária do Código de Processo Penal, mas também não é razoável estabelecer como regra absoluta o apelo em liberdade."