segunda-feira, 2 de março de 2015

NÃO ESTANDO CASADO MESMO CASADO


Liberte Sua Mente

Compartilhada publicamente12:31
MUITAS ALMAS SE CASAM MESMO NÃO ESTANDO CASADOS NO PAPEL, E MESMO CASADOS NO PAPEL NÃO SÃO CASADOS COMO ALMAS QUE SE CASARAM NUMA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E AMOR E PARA O AMOR

Quanto mais livres a gente enxergar essa condição mais honestos seremos com nós mesmos, e aí entraremos nessa nova era, em que a sociedade atual é algo doentia e arcaica...obsoleta nesse sentido. Um sistema terrivelmente atrasada e caótica! Felizmente está ficando para trás esse mecanismo sociorreligioso de pura hipocrisia, onde as pessoas são levadas a seguir e viver escravocratamente um roteiro ou um script sob a pseuda ideia em atender as expectativas sociais, seguindo cegamente os rudimentos da ordem cultural regidos pelo imposto cetro religioso, onde a realidade para muitos é uma mera ficção e a ilusão um sonho "real" e "realizador" (ego)....porque se tem a obstinada crença em que há uma verdade da maioria que se aceitam sem hesitação a uma inverdade da "verdade absoluta", mas toda essa engrenagem não tem realidade em si mesma, e não se sustenta em si próprio, porque é uma utopia vendida como "veneno" a manter as almas dentro de uma história que não condiz com a sua própria história de liberdade e amor puro e cristalino.

Quando duas pessoas estão juntas é apenas para um tempo sem tempo...porque o tempo é algo que nos tira do nosso momento presente (o aqui e agora). O tempo não determina nada em relação as experiências de amor real e amplo que é imprescindíveis entre as almas....e nem mesmo o tempo que se "dura" essa mesma relação é de todo relevante, porque a ideia não é o quanto isso irá durar....mas sim, o real significado de amor dentro dessa relação do momento presente (o aqui e agora).

eucalipto e a crise hídrica

eucalipto e a crise hídrica
pelo Defensor Público,  Wagner Giron De La Torre , wtorre@defensoria.sp.gov.br

in Gazeta de Taubate, 10 fev 15
Nesta era do poder do dinheiro e da propaganda existem várias coisas que parecem ser mas não são.
O monocultivo do eucalipto é uma delas: parece floresta, mas não é.
Uma floresta de verdade é constituída pela biodiversidade e não por um único espécime, como o eucalipto. Por exemplo, na Mata Atlântica, temos mais de trezentas espécies vegetais por hectare, sem contar com a fauna imensurável.
Em meio aos estéreis eucaliptais, cultivados por grandes papeleiras para produção de celulose, a maior parte delas exportada para os EUA, Europa e China, inexiste ciclo de vida, pois animal algum conseguiria estabelecer habitat no seio de uma plantação de árvores clonadas que não geram alimento e que são cortadas de cinco em cinco anos.
Nos vastos monocultivos industriais que hoje dominam a paisagem do Estado, insetos e animais benéficos como borboletas, besouros, joaninhas, abelhas, anfíbios, tatus, etc., estão praticamente extintos pelo uso intensivo de agrotóxicos, como herbicidas à base de glifosato e formicidas de sulfluramida, que sustentam a expansão em escala oceânica dessa fronteira do agronegócio.
Os pesticidas de sulfluramida, comercialmente conhecidos como Atamex ou Mirex, utilizados em larga escala nos monocultivos, de tão nocivos ao ambiente, fortemente cancerígenos, são proibidos pela Convenção de Estocolmo, subscrita pelo Brasil e por mais de 152 países. Mas, mesmo assim, esses venenos são diuturnamente aplicados, face à omissão dos órgãos fiscalizadores do Estado, em meio aos gigantescos eucaliptais produtores dessas commodities, das mais lucrativas do mercado.
Segundo dados oficiais, em 2014 as commodities de celulose foram as mais exportadas para a China, a um lucro líquido por tonelada de cerca de  600 dólares, atividade das mais rentáveis do setor.
Não sem motivo, o Brasil é o campeão mundial na incidência de agrotóxicos, abarcando 18% do mercado mundial, com descarte, em nosso solo, de 780 mil toneladas a cada ano.
Além da abertura de milhares de quilômetros de estradas clandestinas nos eucaliptais, sem qualquer monitoramento pelo omisso sistema fiscalizatório, essas árvores exóticas têm suas mudas alteradas em laboratório para serem imunes aos efeitos dos pesticidas e para terem crescimento recorde, de cerca de 5 anos entre o cultivo e os cortes rasos, ciclo de manejo curtíssimo, que impede o estabelecimento de qualquer estrutura básica de vida e que expõe milhares de hectares de morros e encostas da região à total desproteção, com aprofundamento da esterilidade do solo e seu processo de erosão.
Estima-se que, em média, cada árvore de eucalipto absorva cerca de 30 litros de água potável ao dia, gerando um desequilíbrio hídrico sem precedentes.
Só no Vale do Paraíba temos cerca de 300 mil hectares recobertos com o monocultivo. No país todo, a produção dessa commodity alcança mais de 5 milhões de hectares. Estamos a falar de bilhões de árvores exóticas.
Até hoje, no Estado de São Paulo, não se consolidou nenhum mecanismo de controle dos danos socioambientais de atividade industrial tão impactante.
Como se disse, imperativos eleitoreiros e econômicos impedem esse necessário monitoramento.
Porém, a crise hídrica que hoje nos cerca, está a exigir não só uma moratória a atividade tão nociva aos ecossistemas, como impõe aos omissos gestores um mínimo de responsabilidade ambiental para imediatamente criar-se sistema básico de controle sobre a expansão irrefreada de segmento industrial tão degradante, que gera pouquíssima ou quase nenhuma renda nas regiões afetadas, deixando, porém, um passivo socioambiental que a sociedade e os sistemas naturais não têm mais condições de suportarem.  No limite, o que se exporta é nossa água, que, sabemos,  está em vias de faltar até mesmo ao consumo humano.
A quem interessa essa lógica?

IR A INSTITUICAO DE ENSINO PARA APRENDER OU OBTER UM TITULO?!

Comparando diploma com competência


Em postagem de quase um ano atrás, André Sionek (brasileiro que estudou na University of Pennsylvania, EUA) declarou que "nos Estados Unidos alunos procuram as melhores universidades com o propósito de aprender [...] No Brasil, jovens procuram universidades com o objetivo de obter diplomas." É claro que esta é uma impressão pessoal que frequentemente é compartilhada por muitas pessoas, incluindo jovens estudantes e experientes profissionais. Mas o fato é que precisamos de parâmetros objetivos para determinar o que é mais importante na prática do mercado de trabalho: competência profissional ou diploma, mérito ou prestígio?

Na última vez em que visitei os Estados Unidos, o filósofo brasileiro Otávio Bueno (que segue carreira naquele país) me disse o seguinte: "Para conseguir uma posição de docente ou pesquisador em uma renomada universidade norte-americana é necessário que o título de Ph.D. seja obtido em uma delas ou que o candidato realize pelo menos uma contribuição científica de grande impacto. Caso contrário, praticamente não há chances de contratação." 

Pois bem. Em um estudo publicado no mês passado foram reportados dados e conclusões contundentes sobre a realidade do processo de contratação de docentes em instituições de ensino superior dos Estados Unidos, o país que conta com a maior produção científica no mundo e uma das mais impactantes. Foram analisadas as carreiras de cerca de 19.000 profissionais nas áreas de ciência da computação, administração e história. Ou seja, a amostra considerada leva em conta áreas do conhecimento muito distintas entre si. O estudo conclui que políticas de contratação seguem uma rígida estrutura hierárquica que resulta em considerável desigualdade social. Apenas 25% das instituições que concedem o título de Ph.D. naquele país são responsáveis por 71% a 86% (dependendo da área do conhecimento) das contratações de docentes com direito a pedir estabilidade de emprego. Além disso, apenas 10% dos docentes de ensino superior daquele país trabalham em instituições de maior prestígio do que aquelas nas quais obtiveram seus títulos de doutorado. Os autores da pesquisa também aplicaram o coeficiente de Gini para avaliar desigualdades sociais (em termos de renda anual) entre docentes das três áreas estudadas e chegaram a valores entre 0,62 e 0,76, sendo que 0 corresponde a igualdade estrita e 1 representa desigualdade máxima. Logo, o coeficiente de Gini revelou forte desigualdade social entre as disciplinas contempladas. As maiores desigualdades ocorrem entre docentes de história e as menores acontecem entre profissionais de administração e negócios. 

O estudo acima citado coloca em discussão, portanto, as relações entre mérito e prestígio. É claro que as instituições de grande prestígio são responsáveis pelo que há de melhor em termos de produção de conhecimento, o que confere a seus docentes e pesquisadores um evidente mérito. No entanto, se considerarmos a existência de jovens talentosos que não têm acesso a universidades renomadas, a realidade social dos Estados Unidos evidencia que a luta deles para conquistar uma posição de destaque no cenário acadêmico internacional deve ser muito maior do que aquela travada pelas pessoas que contam com maiores facilidades sociais. 

Desconheço a existência de estudo semelhante no Brasil. Mas certamente esta é uma pesquisa necessária. Afinal, no que depender de impressões pessoais de muita gente experiente, a realidade de nossa nação não é tão diferente da norte-americana, neste ponto. No entanto, há um agravante no Brasil: a falta de prestígio internacional de nossas instituições de ensino superior. 

Exceções como a Universidade de São Paulo (USP) ou o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) não convencem. Isso porque a USP tem perdido prestígio nos últimos anos e o IMPA luta contra a realidade nacional de um dos piores desempenhos do ensino de matemática básica no mundo. Além disso, a atividade científica tem abrangência internacional. Portanto, a luta de um brasileiro para alcançar uma posição de destaque no cenário acadêmico mundial deve ser muito maior do que aquela contemplada por indivíduos que nasceram sob condições socialmente mais vantajosas. 

Este é mais um motivo para seguirmos os exemplos daqueles brasileiros que conquistaram considerável destaque no cenário científico mundial. E, honestamente, espero que alguém neste país promova um relatório de oportunidades de emprego na vida acadêmica brasileira como aquele que foi citado nesta postagem. O Brasil precisa conhecer a si mesmo. É o passo mais elementar para tomarmos as decisões certas sobre como aproveitar nossos jovens talentosos e sonhadores. 

E então? Por que você mesmo, leitor, não faz pesquisa semelhante para o nosso país? Isso poderia (e deveria) ser relatado em português e em um periódico especializado de circulação nacional. É um raro exemplo de pesquisa dessa natureza. E seria uma contribuição da mais elevada importância para o Brasil.

Não ao Eucalipto Transgênico a ser aprovado no Brasil

Não ao Eucalipto Transgênico a ser aprovado no Brasil


AMYRA EL KHALILI, é Economista, Idealizadora & Fundadora da Aliança RECOs - Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras e do Movimento Mulheres pela P@Z!. É Professora de Pós-Graduação e MBA em várias universidades (http://lattes.cnpq.br/4833702809090692).
Urgente: Eucalipto transgênico para ser aprovado no Brasil
Ligado 02 Março 2015. Publicado em Amyra El Khalili

2752 – Lei Transgênicos/Eucalipto

Aliança RECOs
Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras
 Prezad@s Amig@s,
Como muitos de vocês se lembrarão, no ano passado, organizamos – junto com várias organizações amigas do Brasil – uma campanha exigindo que a Comissão de Biossegurança (CTNBio) do país não autorizasse a liberação comercial de eucaliptos transgênicos solicitada pela empresa FuturaGene, de propriedade da empresa de madeira e celulose Suzano. Naquele momento, a CTNBio não deu a autorização.
Contudo, fomos alertados que a CTNBio autorizará a liberação comercial do eucalipto transgênico na próxima quinta-feira, 5 de março. Por esse motivo, mais uma vez estamos pedindo seu apoio urgente para conseguir impedir essa decisão.  Solicitamos que cada um@ de vocês envie a carta anexa aos endereços eletrônicos indicados nela.
Se for possível, também é importante que façam chegar uma cópia à embaixada do Brasil em seus respectivos países. Em alguns deles, está previsto que a carta seja entregue pessoalmente nas embaixadas, no dia 3 de março. Se você ou seu grupo puderem se somar à ação e entregar a carta na embaixada, seria muito bom se avisassem a imprensa ou colocassem um cartaz ou uma faixa na embaixada para chamar a atenção!
Se o Brasil autorizar a liberação comercial do eucalipto transgênico, não só será una decisão sem precedentes para o país, mas também repercutirá negativamente na América Latina e inclusive em nível global
Desde já, agradecemos seu apoio.
Saudações cordiais

Equipe do WRM
A todos os Ministérios representados na CTNBio:
– Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação – Sr. José Aldo Rebelo Figueiredo
Email: ministro@mcti.gov.br
– Ministra de Agricultura – Sra. Kátia Abreu
Email: gm@agricultura.gov.br
– Ministro da Sáude – Sr. Arthur Chioro
Email : chefia.gm@saude.gov.br
– Ministra do Meio Ambiente – Sra. Izabella Mônica Vieira Teixeira
Email: gm@mma.gov.br
– Ministro do Desenvolvimento Agrária – Patrus Ananias de Sousa
Email: agendaministro@mda.gov.br
– Ministero do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Armando de Queiroz Monteiro Neto
Email: ministro@mdic.gov.br
– Ministro das Relações Exteriores – Mauro Luiz Icker Vieira
Email: ministro.estado@itamaraty.gov.br
– Ministro da Pesca e Aquicultura – Helder Zahlut Barbalho
Email: gabinete@mpa.gov.br
CC: Sra. Maria Lucia Zaidan Zagli – Presidente substituta da CTNBio – e aos demais membros da CTNBio
Exmo. Senhores/as. Ministros/as, e Sra. Presidente substituta da CTNBio,
Através desta, vimos expressar nossa profunda indignação com uma possível decisão da CTNBio pela autorização do plantio comercial do eucalipto GM pela empresa de biotecnologia de propriedade da empresa de papel e celulose Suzano, a FuturaGene. Essa decisão, que visa apenas beneficiar um segmento do setor privado do país, poderá ser tomada na próxima reunião da Comissão, marcada para o dia 5 de março de 2015, em Brasília.   Se o pedido for aprovado, será uma decisão sem precedentes, não só no Brasil, mas em toda a América Latina e inclusive em  nível global
A CTNBio não possui estudos científicos suficientes sobre os graves impactos que tal aprovação poderá causar a outros setores econômicos igualmente importantes para a econômica do país, como é o caso da apicultura, com exportações de mel orgânico chegando a 80% da  produção nacional.  Os mercados que importam mel do Brasil exigem que essa produção não seja transgênica.
O Eucalyptus é a principal fonte de néctar e pólen para a apicultura no Brasil, principalmente nos Estados do Sul, Sudeste e Nordeste (Sul da Bahia). O mel contém mais ou menos 1% de pólen e estima-se que quase todo o mel produzido tem os grãos de pólen de Eucalyptus como dominante em sua origem. Segundo o SEBRAE (2014), a produção de mel hoje no Brasil chega a mais de 40 mil ton/ano, envolvendo 500 mil apicultores, em geral pequenos produtores da agricultura familiar, e 2 milhões de colmeias. O mel obtido em plantios de Eucalipto é considerado de alta qualidade, muitas vezes classificado como orgânico, além de ser produto de alto valor medicinal e nutricional. Cerca de 80 mil apicultores atuam em parceria com empresas de silvicultura, ocupando aproximadamente 400 mil ha e 1,3 milhões de colmeias (IBGE, 2012). Cabe ressaltar que esses números não incluem os pequenos produtores que praticam apicultura como renda extra e/ou para consumo próprio.
O Brasil é o 10º maior produtor mundial de mel e 50% de toda a produção é exportada. A biodiversidade e a riqueza natural estão refletidas na apicultura nacional, traduzindo-se em produtos únicos e diferenciados.  A contaminação do mel brasileiro obrigará os apicultores a rotularem seus produtos exportáveis como transgênicos e por isso poderão sofrer embargos por outros países.
Além disso, o próprio representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário alerta que os estudos realizados para avaliar os efeitos do eucalipto nas abelhas e na produção de mel são insatisfatórios, pois levaram em conta apenas cinco colmeias de uma única localidade. Cerca de 25% do mel produzido no Brasil vem do eucalipto, e a pesquisa apresentada pela FuturaGene / Suzano não avalia os aspectos nutricionais do mel produzido a partir de pólen transgênico, tampouco sua toxicidade ou alergenicidade.
A CTNBio tem obrigação de respeitar todos os interesses da indústria nacional, os interesses dos cidadãos e das gerações futuras, antes de julgar o pedido que beneficia apenas a FuturaGene/Suzano, porque se não o fizer o governo brasileiro estará desrespeitando não só a legislação brasileira, mas também a Convenção da Biodiversidade (CBD) da qual é signatário, em especial em relação ao Princípio da Precaução e a decisão UNEP/CDB/COP/9/IX/5, que determina que antes de qualquer decisão quanto à liberação comercial de OGMs os governos signatários, no caso o governo brasileiro, DEVEM realizar análises de riscos exaustivas e rigorosas em todos os biomas, bem como DEVEM editar normas que possibilitem a total segregação entre organismos transgênicos e não transgênicos, evitando assim a contaminação genética. O Brasil ainda não cumpriu essas obrigações de forma consistente e completa, às quais se comprometeu ao ratificar a Convenção da Biodiversidade.
É notório que existem graves incertezas com relação aos potenciais impactos ambientais e socioeconômicos das árvores geneticamente modificadas para os ecossistemas e para diversas atividades econômicas que dependem da biodiversidade para sua sobrevivência. Tais atividades econômicas são geradoras de renda, emprego e riqueza para o Brasil, e devem ser respeitadas pela CTNBio, ao tomar qualquer posição em relação ao pedido de um único setor.  Considerando-se o ciclo de vida longo e, muitas vezes, complexo das árvores e sua interação com a biodiversidade, é praticamente impossível prever as consequências e os impactos das árvores transgênicos.
Uma única audiência pública realizada sobre o tema no dia 04 de setembro 2014 em Brasília deixou evidente a insuficiência dos estudos realizados. Naquela ocasião, foi entregue ao Presidente da CTNBio também uma carta de organizações brasileiras e latino-americanas (http://wrm.org.uy/pt/todas-as-campanhas/carta-aberta-a-comissao-tecnica-nacional-de-biosseguranca-ctnbio-do-brasil/)  pedindo expressamente à CTNBio não autorizar o pedido da Futuragene/Suzano. Uma carta de organizações internacionais reforçando este pedido também foi entregue na mesma ocasião (http://wrm.org.uy/pt/acoes-e-campanhas/statement-in-support-of-the-open-letter-to-ctnbio/).
Os motivos não são poucos. Além dos riscos já mencionados, os supostos ganhos ambientais e sócio-econômicos não são compatíveis com a realidade já experimentada com o modelo da monocultura em larga escala, usado há décadas no Brasil, e no qual o eucalipto GM será inserido.  O benefício alegado pela Futuragene/Suzano de um aumento da produtividade em mais 20% será apenas um incentivo a mais para a expansão deste modelo, agravando seus impactos negativos, em vez de reduzi-los. Estes impactos incluem a aplicação em larga escala de agrotóxicos e o voraz consumo de água pela monocultura de eucalipto, num país que enfrenta atualmente uma das suas mais graves crises hídricas.
Além disso, já existem – e continuam aumentando – numerosos e graves conflitos pelo acesso à terra.  As condições de vida das comunidades cercadas pela Suzano nos diversos estados onde tem plantações foram destruídas a ponto de muitas delas estarem lutando para garantir sua soberania alimentar e correrem cada vez mais riscos de perder seus territórios.
Por tudo isso, pedimos que o governo brasileiro, através da CTNBio e deste Ministério em especial, tome todas as providências para não permitir a aprovação do plantio comercial de eucalipto transgênico, seja em resposta ao pedido da FuturaGene/Suzano ou de qualquer outra empresa que também tenha feito, ou venha a fazer no futuro, solicitação para essa liberação.
Atenciosamente,
XXXXX
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Our mailing address is:
World Rainforest Movement
Maldonado 1858
Montevideo 11200
Uruguay

COMENTARIO

...E' A PREVALECENCIA DA INSANIDADE MECANICISTA, DA LOCURA NEOLIBERAL E DA INSENSATEZ DA DESTRUIÇÃO DA NATUREZA AMBIENTAL; DA GANANCIA CAPITALISTA CIDADE-CAPO, CAMPO-CIDADE AGRONEGOCIADA INDUSTRIAL MONOPOLISTA QUE SO' VÊ LUCRO IGNORANDO AS CONSEQUÊNCIAS MALÉFICAS DE SUAS AÇÕES AO PLANETA TERRA.
(Professor Negreiros)

A insanidade

A insanidade mecanicista, a locura neoliberal e a insensatez da destruição ambiental



  No que se refere à dominação com o significado de assujeitar/controlar sem sofrer o retorno do subjugado, no decorrer dos desenvolvimentos tecno-econômicos dos tempos modernos, esta dominação pôde ser feita, nos últimos quatro séculos, avançando no universo físico e às máquinas simples sem retroação, depois estendeu-se ao conjunto dos seres vivos, vegetal e animal. O homem substituiu as regras ecológico-organizadoras pelas novas regras da exploração da natureza. Nas últimas décadas, contudo, a natureza, ou seja, a biosfera, retroagiu a essa dominação. A dominação dominou os dominadores, cada vez mais alienados entre si e entre a vida, tornando-nos dependentes de todas as degradações a que submetemos a biosfera. Precisamos compreender, enfim, que o homem faz parte da biosfera e depende dela mais do que ela depende dele, uma vez que a vida continuará a existir mesmo depois da extinção da humanidade...

Edgar Morin