sábado, 13 de junho de 2015

Cynara: “atitude muito corajosa de Jô Soares”



A Mídia Jornalística e o pânico que a fomenta

Criar e fomentar diariamente, repetidamente, o medo, o pânico na população colocando-a seletivamente contra só ao Governo Federal, Essa tem sido a missão da Mídia Jornalística no Brasil. Até onde isso é justo?! Para isso utiliza-se gratuitamente da falácia, da calunia, da injuria, da difamação dizendo que estar a apontar erros e criticar...

Mesmo alardeando diariamente crise e mais crise, a rede globo, se utilizando de determinados códigos, passa o recado para os grandes capitalistas de que a crise que tanto dizem haver, não há. Mesmo no setor ‘produtivo’ que vive de ciclos conforme níveis de consumismo, não há prejuízos. Isso fica claro em programas como o Globo Rural, Pequenas Empresas Grandes Negócios, e matérias jornalísticas inceridas dia-a-dia no meio de seus telejornais.

Para os que usam a Mídia Jornalística Televisiva, Radiofônica, internet para, gratuitamente, caluniar, injuriar, difamar achando que estar a criticar...

Paulo Nogueira: A previsível miséria das críticas à entrevista de Dilma no Jô.

Postado em 13 jun 2015
Funcionou
Funcionou
A mídia política não surpreende. É previsível como um jogo de sinuca comprado.
A entrevista de Dilma no Jô, por exemplo.
Você sabia, muito antes de ela ir ao ar, que só haveria cacetadas. Os textos, a rigor, poderiam ser escritos sem que os jornalistas perdessem seu tempo precioso vendo o programa.
Não importa o nível das perguntas de Jô e nem o conteúdo das respostas. Só virão pedradas.
Um dos efeitos, não notados pelos jornalistas, é que você não precisa lê-los para saber o que eles dirão.
Me chamou a atenção, particularmente, o blogueiro Josias de Souza.
Em sua avaliação sobre a entrevista, ele acusou Dilma de ser “autocongratulatória”.
Se eu fosse editor de Josias, perguntaria: “O que você queria? Que ela atacasse a si própria, como se já não bastassem tantos caras como você? Que ela elogiasse o Aécio?”
Na ânsia desvairada de atacar Dilma, perde-se a noção do ridículo, como você percebe pelo artigo de Josias.
Ela falou o óbvio: não se pode falar em promessas descumpridas quando você está apenas no começo de um mandato.
E então Josias replica: mas e os primeiros quatro anos? De novo, caso eu o chefiasse: “Caramba, o povo acabou de fazer seu julgamento, nas urnas, sobre se ela cumpriu ou não as promessas do primeiro mandato. Isso apesar de uma multidão de jornalistas como você vociferarem contra ela o tempo todo. Que mais você quer?”
Josias também criticou a entrevista por ser “amável”.
Ele não é exatamente um jornalista mirim, e deveria saber que Dilma – e nem ninguém, incluído o próprio Josias – toparia dar uma entrevista voluntariamente se houvesse o risco de receber tiros.
O DCM tentou entrevistar, para ficar num caso, Fernando Rodrigues, colega de Josias no UOL, sobre o Swissleaks.
Estamos esperando resposta até hoje.
A entrevista, em si, foi boa. De um a dez, nota sete. Tanto funcionou que, no horário, Jô teve um Ibope acima do habitual: 6,7 pontos, com pico de 8,7. Jô deixou muito para trás Danilo Gentili, com 4,4%. Você pode imaginar o que aconteceria caso Gentili tivesse batido Jô.
Dilma estava à vontade, e se saiu bem. Falou mais pausadamente que de costume, se dispersou pouco nas respostas e quase não cometeu erros no português.
Jô, cavalheirescamente, deixou-a falar. Interveio apenas quando necessário.
Soube fazer perguntas que quase todos os jornalistas antes dele ignoraram. Por exemplo: as leituras da Bíblia por Dilma na época da prisão.
A Bíblia foi, muitas vezes, a única leitura possível para ela. Dilma, com toda a razão, sublinhou a extraordinária riqueza literária da Bíblia. (Dostoievski também só pode ler a Bíblia no tempo em que esteve preso, registrado em Recordação da Casa dos Mortos.)
Jô tocou num ponto que desperta curiosidade em todo mundo: como ela se sente diante das críticas ininterruptas?
Foi sábia a resposta de Dilma. Quem milita na política tem que saber distinguir as coisas. Não pode levar críticas para o campo pessoal, ou vive martirizado.
Jô citou sua própria dificuldade com críticas. Conheço bem, aliás.
Escrevi, quando editava a Exame, um artigo sobre um romance de Jô. Ele me telefonou tão logo saiu a revista, furioso.
A redação se juntou em torno de mim para acompanhar a conversa tensa que tivemos. Lembro que ele disse que na França o romance tinha sido elogiado. “E daí?”, respondi.
Também recordo que ele disse: “Sou amigo do Roberto Civita.” E eu, de novo: “E daí?”
Dilma também se saiu bem quando perguntada se tinha pavio curto. Ironicamente, disse que é uma “mulher dura no meio de homens meigos”.
Dilma deveria conceder mais entrevistas. Mas não a jornalistas como Josias e tantos outros, interessados apenas em destruí-la porque pensam assim agradar seus patrões.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Cynara: “atitude muito corajosa de Jô Soares”

13 de junho de 2015 | 12:45 Autor: Miguel do Rosário
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Jô Soares, o cara na Globo que gosta da Dilma
Por Cynara Menezes, Socialista Morena
O ar désolé de William Waack ao anunciar a próxima atração era uma pista para o que viria a seguir: o apresentador Jô Soares em um encontro para lá de amistoso com a presidente Dilma Rousseff no palácio da Alvorada. E “o gordo” já começou dizendo a que vinha: fazer uma entrevista-desagravo à presidente, que está sendo alvo, disse, de uma campanha “absurda” por parte de gente que não se conforma com o resultado da eleição.

“Eu comecei a ter uma reputação de petista fanático porque saí em sua defesa quando começou aquela onda absurda, louca, de ‘fora Dilma’. A pessoa não acredita muito que na democracia, quando a pessoa é eleita, tem que se respeitar o voto. Saí em sua defesa, não que você precisasse, mas tem certas coisas que me deixam indignado”, comentou Jô. Ou seja, o apresentador global deixou patente que vê as manifestações como choro de perdedor. Uau.
Jornalisticamente, é preciso que diga, a entrevista não foi lá essas coisas. Uma entrevista rende muito mais quando se faz um bom número de perguntas ao entrevistado (não necessariamente ardilosas), sem deixá-lo falar tanto. Quanto maior a variedade de temas, mais variada, claro, fica a entrevista. Faltaram vários temas, em minha opinião, principalmente provocações sobre a relação entre Dilma e os detentores do poder no Congresso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o presidente do Senado, Renan Calheiros. Jô só tocou no nome deles en passant, e para criticá-los.
Mas há dois pontos a se levar em consideração: o primeiro é que Jô Soares não é jornalista e sim um entertainer – que tem, atenção, a “permissão” de se posicionar politicamente, ao contrário dos jornalistas, nos meios tradicionais. O segundo é que o objetivo dele com a entrevista não era colocar Dilma na parede, coisa que vimos à exaustão toda vez que ela apareceu diante das câmeras respondendo a jornalistas brasileiros –no Jornal Nacional, então, nem se fala. O objetivo de Jô era mostrar como Dilma pensa e como quer governar o País. E, neste aspecto, é possível dizer que foi a primeira entrevista que a presidente deu desde que se elegeu em 2010 em que pôde fazer isso. Todas as entrevistas de Dilma no Brasil tinham ar de duelo, normalmente concedidas no calor de uma campanha eleitoral.
Jô Soares, ao contrário, levantou a bola para Dilma cortar em praticamente todas as perguntas. À vontade, sem ser interrompida, a presidente, mesmo com a prolixidade habitual, pôde explicar o que tem feito e quais são suas metas para os próximos quatro anos. E, diferentemente da Dilma “marionete” de Lula que pintam, sobressaiu uma governante segura do que tem na cabeça. Para exasperação de seus opositores, Dilma transmitiu uma imagem de mulher extremamente preparada para o cargo. Quer você goste dela ou não, ficou bastante óbvio que ela não está ali por acaso e sabe exatamente o que está fazendo. Se você não concorda com o que ela está fazendo (e aqui incluo a esquerda que votou nela) é outra história, mas que ela tem a coisa clara na cabeça, tem.
A entrevista de Dilma Rousseff ao Jô foi praticamente um anti-panelaço: contra os que quiseram calar a presidente pelo grito, o entrevistador mais famoso do Brasil lhe ofereceu voz. Elogiou seu gosto pela leitura, mostrou-se admirador de sua passagem pela luta armada durante a ditadura e não disfarçou sua confiança no projeto de governo dela. Jô gosta muito de Dilma, simpatiza com a pessoa dela, isso ficou evidente. O recado foi dado à emissora onde trabalha: “Vocês não gostam dela, mas eu gosto e vão ter que me engolir”. Aos 77 anos de idade e 54 anos de carreira, Jô Soares pode fazer isso. Para culminar, terminou a entrevista com um galanteio hilário à presidente em pleno dia dos namorados, antes de beijar sua mão: “Foi bom para você também?” E foi bem isso mesmo, um “beija-mão”. Jô estava ali para ser um gentleman com Dilma.
Na manhã seguinte à entrevista, as redes sociais estavam ouriçadas. Os “defensores da liberdade de expressão” de costume atacavam Jô Soares sem o menor respeito. “Fim de carreira”, “sem caráter”, “sempre foi fraco”, além dos xingamentos impublicáveis característicos ao grupo. Não poderiam faltar as acusações de que Jô “recebe dinheiro” do PT: a captação pela Lei Rouanet para a montagem da peça Troilo e Cressida, de Shakespeare, foi transformada imediatamente em suborno. Gente capaz de vender sua ideologia por 30 dinheiros acha que todo mundo faz o mesmo.
Pois eu achei uma atitude muito corajosa de Jô Soares de fazer este desagravo a Dilma, ainda mais em plena TV Globo, emissora que integra a oposição midiática ao PT e a seu governo. Jô demonstrou que não está disposto a abrir mão de suas convicções, ainda que isto lhe resulte em seu linchamento por parte de gente que aprova linchamentos. Coragem é sempre algo admirável em um personagem público.
Assista à íntegra da entrevista clicando aqui.

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