quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

origem ao europeu moderno

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Três tribos da antiguidade deram origem ao europeu moderno http://ow.ly/Jfm5Y
Principais populações eram de caçadores de pele escura e olhos azuis e de fazendeiros de pele clara e olhos castanhos
 
 

Três tribos da antiguidade deram origem ao europeu moderno

23/09/2014 - 09H09/ atualizado 09H0909 / por André Jorge de Oliveira
Concepção artística dos caçadores de pele escura e olhos azuis (Foto: Reprodução)
Pode parecer estranho, mas um estudo genético publicado recentemente na revista Nature descobriu que o genoma da população europeia moderna foi forjado a partir da mistura entre o material genético de apenas três tribos antigas. A riqueza de características físicas encontradas atualmente no continente teve origem através da miscigenação entre fazendeiros do Oriente dotados de pele clara e cabelos castanhos que migraram para a região há cerca de 7,5 mil anos e uma tribo de caçadores que já habitava a Europa há muito mais tempo e tinha traços exóticos para os padrões atuais – que inclusive contrariam a imagem que se tinha do europeu daquele período.
PELE DO EUROPEU TERIA FICADO MAIS CLARA DEPOIS DA AGRICULTURA
"Eles tinham uma combinação de pele escura e olhos azuis que não existe mais nos dias de hoje", disse à BBC David Reich, um dos autores da pesquisa. Durante a Era do Gelo, esta tribo habitou a região do Mediterrâneo, tendo se espalhado pelo território quando a temperatura voltou a subir. Apesar de o genoma ter se perdido ao longo da evolução humana, os genes desta população permanecem principalmente no DNA de habitantes do norte e do leste europeu. Os pesquisadores acreditam que este fenótipo desapareceu pois não era favorável a sociedades agrícolas.
A hipótese tem a ver com a vitamina D: enquanto os caçadores conseguem obtê-la através de sua alimentação, os fazendeiros precisam produzir uma quantidade muito maior através da exposição ao sol. "Uma vez que o caçador se torna agricultor, ele não tem mais tanto acesso a esse tipo de vitamina, então, existe uma seleção natural que 'clareia' a pele da população”, explica Reich.
O estudo foi feito a partir da análise do genoma de sete caçadores que viveram no que hoje é a Escandinávia e de um de Luxemburgo, além de um fazendeiro encontrado na região de Stuttgart, na Alemanha. No entanto, ao comparar as informações obtidas com a de 2.345 europeus modernos, os pesquisadores se depararam com uma lacuna que indicava que deveria haver uma terceira tribo no mosaico genético do continente – até 2013, ela ficou conhecida como “população fantasma”.
O elo foi a descoberta do esqueleto de um garoto que viveu há 24 mil anos na região da Sibéria. Em seu DNA, foram encontradas semelhanças genéticas tanto com europeus quanto com nativos americanos, o que sugere que o menino pertenceu a um grupo que participou da primeira empreitada de migração e povoamento das Américas, há cerca de 15 mil anos. Depois disso, a tribo migrou também para a Europa, misturando seus genes aos das duas populações que já haviam se estabelecido no território.
Via BBC

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