quinta-feira, 15 de maio de 2014

Greenpeace Brasil

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Esta manhã ocupamos uma madeireira perto de Belém, no Pará, para denunciar a situação inaceitável em que se encontra o setor de madeira da Amazônia.
Olá Deuzimar,
Após dois anos de investigação, nossa campanha finalmente foi para a rua... ou melhor, para a floresta. Esta manhã ocupamos uma madeireira perto de Belém, no Pará, para denunciar a situação inaceitável em que se encontra o setor de madeira da Amazônia.
Nos últimos meses, rodamos e voamos sobre milhares de quilômetros para saber como a exploração de madeira está sendo feita na maior floresta tropical do planeta. Conversamos com moradores de comunidades, muitos ameaçados de morte, estudiosos, madeireiros e procuradores do Ministério Público Federal.
Também analisamos imagens de satélite e fizemos uma extensa pesquisa sobre as praticas do setor. Nossa investigação concluiu que a retirada ilegal de madeira é regra na Amazônia. Pior: ela é alimentada pelas falhas no sistema de controle do próprio governo. Para se ter uma ideia, entre 2011 e 2012, 78% das áreas de extração de madeira no Pará não tinham autorização. Esse índice chega a 54% para o Mato Grosso, segundo maior produtor de madeira da Amazônia, depois do Pará.
Boa parte dessa madeira é escoada para o mercado – nacional e internacional – e pode parar nas nossas casas. O detalhe perverso é que essa madeira de origem suja, muitas vezes, está acompanhada de um documento que atesta sua legalidade. Trata-se de ‘lavagem’ de madeira ilegal com documentos oficiais.
Você pode nos ajudar a dar um ponto final nesses crimes ambientais. Mande uma mensagem à presidenta Dilma e aos candidatos à Presidência da República para que a retirada de madeira seja feita de forma responsável, respeitando a floresta e seus povos.
Assine a petição
Para que essas e outras ações se tornem realidade, contamos com a participação de pessoas como você! Entre para o nosso time. Juntos podemos mudar o futuro.
Junte-se a nós
Marcio Astrini
Campanha da Amazônia
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medo de sofrer tortura


Marcos Araújo
Rodrigo Vilanova:
Oito em cada dez brasileiros têm medo de sofrer tortura caso sejam detidos. Brasil lidera a pesquisa sobre tortura realizada em 21 países pela Anistia Internacional. O país precisa acabar com a prática da tortura. A impunidade nestes casos, herdada da ditadura militar, contribui com a não responsabilização dos autores da tortura no presente. Exija o fim da impunidade! Assine agora a petição http://ativismo.anistia.org.br/50dias
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Quem ganha com a maconha

Quem ganha com a maconha
Camaradas,

Para onde caminha a humanidade? Respostas cada indivíduo terá, dificilmente teremos uma resposta coletiva concreta sob o manto do capitalismo. Os jovens do mundo inteiro continuarão sendo as vítimas primeiras dos algozes do tráfico/comércio legal da maconha e por consequência das outras drogas. Leiam o texto abaixo e se preparem para continuar lutando pela mudança dos sistema capitalista por uma outra forma de construção da felicidade humana. HAVEREMOS DE ENCONTRAR O CAMINHO PARA CHEGARMOS AO SOCIALISMO. NENHUM PASSO ATRÁS, AVANTE CAMARADAS!!!

Abraço fraterno,
Joberval C. Bertoldo
 
EUA: Empresas estão prontas para vender maconha para o país inteiro
 
http://www.patrialatina.com.br/imagemmenor.php?imagem=fotos/12-05-2014_16_57_38_.jpg
 
 
Derek Paterson, CEO da Terra Tech: a expansão do mercado de maconha sempre foi parte do plano da empresa (Reprodução Facebook)
ROÇA DE MACONHA
Empresa dos Estados Unidos tem tudo pronto para o plantio de cannabis em diversos pontos do país
Revista Samuel
Estado por estado, os Estados Unidos estão começando a reavaliar a proibição da maconha. Especialmente desde que os estados de Colorado e Washington legalizaram a erva para propósitos recreacionais, no ano passado, rumores sobre a legalização e a descriminalização se espalham por toda parte. No entanto, o cultivo da planta ainda é crime federal e, frequentemente, à medida que os estados legalizam seu uso médico ou recreacional, ocorre uma concomitante escassez do produto.
Ex-banqueiro de Wall Street, Derek Peterson é agora o CEO de uma empresa que poderia, finalmente, transformar a escassez de maconha medicinal e recreacional em um mito. A empresa chama-se Terra Tech Corp e, desde a sua criação em 2010, Peterson fez com que seu principal objetivo fosse a construção de instalações em vários estados para o cultivo de manjericão e tomilho, preparando-se para uma eventual transição para a cannabis.
Empresa sustentável de agricultura hidropônica, a Terra Tech se transformou na primeira empresa de capital aberto a solicitar uma licença para o cultivo de cannabis. Todos os profissionais de suas equipes são treinados para o cultivo de maconha, de modo que, assim que os estados legalizarem o plantio, as instalações possam ser adaptadas, deixando o pessoal e as estufas intactos. Em um esforço para se manter ambientalmente sustentável, a empresa planeja implementar muito mais estufas externas que funcionam à base da luz solar do que instalações internas, que dependem da eletricidade. Uma subsidiária da Terra Tech, a Edible Garden, já começou a usar a iluminação LED da Terra Tech para cultivar seu produto reduzindo a emissão de gás carbônico.
Parte do plano
Sediada em Nova Jersey e na Califórnia, a Terra Tech está trabalhando juntamente com a Edible Garden e a GrowOp Technology, fundada por Peterson, para fornecer equipamentos para o cultivo de maconha medicinal. Tendo começado como uma empresa que fabricava instalações móveis de cultivo no norte da Califórnia, a empresa agora expandiu suas instalações por todo o país, incluindo Flórida, Nova Jersey e Indiana.
"Temos cerca de 3 hectares nos quais estamos trabalhando em Nova Jersey, 4 hectares na Flórida e 12 hectares disponíveis em Indianápolis, nos quais também estamos cultivando", disse Peterson.
Peterson disse que a expansão do mercado de maconha sempre foi parte do plano da Terra Tech, mas que não quis implementar os projetos em 2010. Em vez disso, portanto, ele começou desenvolvendo e vendendo equipamentos hidropônicos como filtros, nutrientes e sistemas de iluminação HID e LED.
"Eu não quis me envolver diretamente com a planta, naquele momento, porque, na verdde, acredito que não conseguiria convencer minha esposa", disse Peterson, rindo. "Pensei: 'Por que não começamos desenvolvendo e fabricando alguns dos equipamentos que as pessoas que plantam usam?'"
Quando se trata de cultivar maconha, ainda que suas intenções sejam boas, de certa forma é um desafio convencer as pessoas a respeito da ideia, explica. Foi aí que apareceu a ideia do cultivo de outras plantas.
A Terra Tech uniu-se à East Coast Farm, empresa de venda de frutas e vegetais por atacado, fundindo-se eventualmente com a Edible Garden. Peterson disse que isso permitiu que eles se expandissem em termos de cultivo de outras colheitas, bem como que trabalhassem no sentido de cultivar maconha em lugares onde o uso recreacional já estivesse próximo da legalização.
O mais novo projeto da Terra Tech encontra-se em Nevada. Agora que o estado alterou recentemente suas leis sobre a maconha medicinal e os postos de saúde se tornaram legais, de acordo com o Projeto de Lei 374, Nevada autorizará a criação de 66 postos de saúde e uma quantidade não especificada de instalações e laboratórios. Terra Tech é um dos candidatos à construção de uma instalação de cultivo de cannabis de alta escala no estado. Após apresentar um relatório e argumentar em próprio favor, eles esperaram ainda alguns meses antes que qualquer decisão fosse tomada.
Segundo Peterson uma das partes mais complicadas da criação de novas estufas é a espera por permissões. Dependendo do estado, país e cidade, a permissão pode levar de semanas a meses para ser concedida. Peterson disse que, enquanto Clark County, no Nevada – onde Las Vegas está localizada – tem cooperado relativamente bem até o momento, pessoas de outras partes do estado têm tentado manter as instalações para o cultivo de maconha fora de suas comunidades, por meio de moratórias e leis de zoneamento.
Reprodução Facebook
http://www.revistasamuel.com.br/media/images/2_%20977484_555952384456078_260230863_o.jpg
Estufa para plantio, Terra Tech:  iluminação especial e ar condicionado para melhor qualidade
 
Estufas sustentáveis
Enquanto a Terra Tech orgulha-se de ser uma empresa ambientalmente sustentável, ela ainda assim não poderá instalar uma estufa em Nevada imediatamente, ainda que consiga todas as permissões necessárias.
"[Nevada não está] permitindo a instalação de estufas no momento porque não gostam do fato de que elas são transparentes e você pode ver através delas; acreditam que isso traz problemas de segurança", disse. "Isto é um pouco frustrante para nós, já que é o modo mais ambientalmente sustentável de cultivar. Mas, no momento, teremos de plantar em ambientes fechados se recebermos a permissão, o que significa utilizar iluminação suplementar, iluminação de alta intensidade, iluminação artificial, ar condicionado.
Ainda que haja complicações para a criação de suas estufas para o plantio de maconha em Nevada, o objetivo final da Terra Tech é eventualmente transformar todas as suas instalações em estufas sustentáveis. Peterson explicou que, no momento, estão trabalhando para obter duas permissões de varejo e duas permissões de cultivo no estado.
A Terra Tech também está procurando oportunidades em Denver, no Colorado, além de estar de olho em Nova York. Peterson acha que não tardará para que comecem a cultivar ali também.
Peterson é otimista em relação ao futuro de sua empresa e do lento mas constante avanço da legalização da maconha pelo país. A Terra Tech já está crescendo mais rápido do que se imaginava, passando de 300 varejistas, no ano passado, para 600, neste ano. As equipes de cultivo e os demais membros são bem treinados e estão prontos para o trabalho.
"Já temos tudo pronto, agora é só plantar uma outra semente", disse Peterson. "Poderíamos começar a plantar cannabis em qualquer uma dessas instalações dentro de 48 horas".
Tradução Henrique Mendes
 

Composição do Rei Henrique VIII entre 1491 e 1547

Esta é uma das composições mais antigas que existe, composta pelo Rei Henrique VIII entre 1491 e 1547.
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Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

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Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.
A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.
thesetupinth
Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:
Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.
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Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado na Physical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]
Imagens por wmedien/Shutterstock; Al-Ahram Weekly, 5-11 de agosto de 2004, edição 702; Universidade de Amsterdã
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os PSEUDO-RELIGIOSOS


Hoje eu me deparei com um "post requentado". Aqueles posts que querem atingir... algumas centenas de seguidores e compartilhamentos sobre as frases de  Jean Wyllys - se é que ele falou mesmo, pois nunca tem fonte fidedigno.

O que interessa é o seguinte, papo reto, os PSEUDO-RELIGIOSOS precisam se reforçar nas diferenças, por menores que sejam.

RELIGIÃO só agrega quando o indivíduo se converte e tem uns... filtros para admissão e um balaio cheio de preconceitos.

FIquem aliviados fiéis abraâmicos, vocês...
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Ns EUA pode no Brasil não


MrFortalezaDigital:
Crianças de 12 anos de idade estão sendo empregadas na colheita de tabaco em fazendas nos Estados Unidos, despertando críticas de ativistas que combatem o trabalho infantil.
Ativistas não esperam que EUA mudem lei, mas pressionam fazendeiros.

A prática é legal nos Estados Unidos - crianças podem trabalhar até 72 horas por semana, sempre fora do horário escolar.
No entanto, uma das crianças relatou à BBC ter trabalhado por períodos de até 14 horas em uma fazenda no Estado da Carolina do Norte. Outra...
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esqueleto mais antigo das Américas

esqueleto mais antigo das Américas

Descoberto no México o esqueleto mais antigo das Américas

Em Washington
  Daniel Riordan Araujo/EFE
  • Esqueleto humano que pode ser o mais antigo do continente americano foi encontrado no México Esqueleto humano que pode ser o mais antigo do continente americano foi encontrado no México
Um esqueleto humano, com 12 a 13 mil anos de antiguidade, o mais antigo do continente americano, foi encontrado em uma caverna inundada no Estado mexicano de Quintana Roo, na Península de Yucatán (leste do México), informou nesta quinta-feira (15) o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).
"É o resto humano mais antigo que se conhece na América", pois foi datado entre 12 e 13 mil anos, disse em coletiva de imprensa a diretora-geral do INAH, Maria Teresa Franco, destacando que se trata do elo que faltava para confirmar o vínculo existente entre os primeiros povoadores da América e grupos de indígenas contemporâneos nesse continente.
O esqueleto, que pertenceu a uma adolescente que caiu em um buraco, oferece novas pistas sobre as origens dos primeiros nativos americanos, anunciaram cientistas nesta quinta-feira em estudo publicado na revista científica americana "Science".

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Veja imagens de Ciência do mês (Maio/2014)32 fotos

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ESQUELETO MAIS ANTIGO DA AMÉRICA - Uma pesquisadora trabalha em uma caverna inundada no estado mexicano de Quintana Roo, na Península de Yucatán (leste do México), em foto tirada em 15 de junho de 2013, divulgada em 15 de maio pela National Geographic. No local, foi encontrado um esqueleto humano, com 12.000 a 13.000 anos de antiguidade, o mais antigo do continente americano Paul Nicklen/National Geographic/Reuters
Chamada de "Naia" pelos cientistas, o esqueleto da jovem é o mais bem preservado das Américas.

Seus restos foram encontrados em 2007, submersos em uma caverna subaquática, junto com ossos de tigres-dentes-de-sabre, preguiças gigantes e ursos das cavernas, cerca de 41 metros abaixo do nível do mar.

Na época em que ela caiu, a região, conhecida como Hoyo Negro (Buraco Negro, em espanhol) era seca e sobre a superfície.

O degelo de glaciares provocou um aumento no nível do mar que cobriu o buraco com água nos últimos 8.000 anos.

A menina tinha entre 15 e 16 anos e pode ter escorregado e caído naquilo que pareceu para ela, e para os animais que tiveram o mesmo fim, um buraco cheio d'água.

Sua pélvis parece ter se quebrado com o impacto, sugerindo que ela teria morrido logo após a queda, explicou Jim Chatters, arqueólogo e antropólogo forense em Bothell, Washington.

Seu crânio demonstra que ela tinha um rosto pequeno e estreito, olhos separados, uma testa proeminente e dentes que se projetavam para fora.

Sua aparência era "quase o oposto daquela dos nativos americanos", disse Chatters a jornalistas.

Mas um marcador genético encontrado no osso da costela da menina e nos dentes mostrou que sua linhagem materna era a mesma encontrada em alguns nativos americanos modernos.
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Crânios sugerem que primeiros hominídeos pertenciam à mesma espécie12 fotos

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Análise completa de crânios de aproximadamente 1,8 milhão de anos sugere que os primeiros hominídeos, classificados em diferentes espécies - "Homo habilis", "Homo rudolfensis", "Homo erectus", por exemplo -, na verdade pertencem à mesma espécie. O estudo será publicado na revista Science desta sexta-feira (18). Segundo pesquisadores que encontraram cinco crânios que datam da mesma época, em Dmanisi, na Geórgia, país situado no Cáucaso, as diferenças entre eles não são maiores do que as diferenças entre cinco crânios de humanos de hoje em dia. Assim, os hominídeos só teriam aparências diferentes. Eles chegaram a esta conclusão por causa do crânio 5 que combina uma pequena caixa craniana com uma face alongada e grandes dentes - características que nunca foram observadas no mesmo crânio de hominídeo antes Leia mais M. Ponce de León/Ch. Zollikofer, University of Zurich, Switzerland

Origens na Ásia

O estudo sugere que ela teria descendido de pessoas que migraram da Ásia pelo Estreito de Bering sobre uma massa de terra que era conhecida como Beríngia.

"O que este estudo apresenta, pela primeira vez, é a evidência de que os paleoamericanos com aquelas características distintas também podem ser diretamente vinculados à mesma população originária da Beríngia que a dos americanos contemporâneos", disse Deborah Bolnick, professora assistente da Universidade do Texas, em Austin.

Isto contraria as teorias de alguns especialistas, segundo os quais os nativos americanos descenderam de pessoas que migraram depois, talvez da Europa, do sudeste da Ásia, ou da Austrália.

"Eu costumava ser um daqueles defensores dos eventos das imigrações múltiplas", afirmou Chatters, um arqueólogo mais conhecido por seu trabalho sobre o Homem de Kennewick, restos de crânio e esqueleto de 9.800 anos encontrados no estado americano de Washington.

Chatters acreditou inicialmente que o Homem de Kennewick descendia de colonos europeus, porque seu crânio não parecia com o de um rosto de um nativo americano típico.

Uma pesquisa subsequente e exames de DNA feitos em Naia mudaram, porém, sua forma de pensar sobre a origem dos primeiros nativos americanos.

A equipe internacional de cientistas que trabalha em Naia identificou apenas um marcador genético de seu DNA mitocondrial, chamado haplogrupo mtDNA D1.

"O haplogrupo D1 se derivou de uma linhagem asiática, mas é encontrado apenas nos americanos de hoje", explicou Bolnick.

"Aproximadamente 11% dos nativos americanos possuem esta linhagem genética", acrescentou.

"É encontrado em toda a América do Norte, Central e do Sul, e esta linhagem, a D1, é especialmente comum em algumas populações sul-americanas", prosseguiu.

Bolnick disse que sua análise nesse ponto não pode excluir a possibilidade de que outros povos primitivos, conhecidos como paleoamericanos, venham de lugares diferentes da Beríngia, mas até agora essa evidência não sustenta esta possibilidade.

Naia é o sexto ser humano mais antigo encontrado nas Américas, acrescentou Chatters.

Futuras pesquisas visam a decodificar seu DNA nuclear, o que deverá revelar mais detalhes sobre sua ancestralidade.

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