quarta-feira, 14 de maio de 2014

tucanos não...


Farsa é, 14 anos depois, admitir a compra de votos para aprovar a reeleição em 98 , mas dizer que não sabe quem comprou. Isso enquanto aponta o dedo e o verbo para as compras agora em julgamento. A compra de votos existiu em 97. Mas não deu em CPI, não deu em nada.

Farsa é fazer de conta que em 98 não existiram as fitas e os fatos da privatização da Telebras. É fazer de conta que a cúpula do governo não foi gravada em tramóias escandalosas num negócio de R$ 22 bilhões. Aquilo derrubou um pedaço do...
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Bob Fernandes discute porque só o "Mensalão" do PT foi parar no STF, enquanto os dos tucanos não, assim como a Compra da Reeleição por FHC, a privatiaria da Telebrás, etc.
Segue o video onde o analista político Bob Fernandes discute porque apenas o "Mensalão" do PT chegou ao Supremo enqua...

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Bob Fernandes discute porque só o "Mensalão" do PT foi parar no STF, enquanto os dos tucanos não, assim como a Compra da Reeleição por FHC, a privatiaria da Telebrás, etc.



Segue o video onde o analista político Bob Fernandes discute porque apenas o "Mensalão" do PT chegou ao Supremo enquanto escândalos muito piores foram poupados, especialmente pela mídia:



Bob Fernandes: Só o "Mensalão" acabou na justiça



Segue a transcrição do comentário de Bob Fernandes:



Há quem diga ser uma farsa o julgamento do chamado "mensalão". Não, não é uma farsa. É fruto de fatos. Ou era mesada, o tal "mensalão", ou era caixa dois. Mas não há como dizer que há uma farsa. E quem fez, que pague o que fez. A farsa existe, mas não está nestes fatos.

Farsa é, 14 anos depois, admitir a compra de votos para aprovar a reeleição em 98 -Fernando Henrique-, mas dizer que não sabe quem comprou. Isso enquanto aponta o dedo e o verbo para as compras agora em julgamento. A compra de votos existiu em 97. Mas não deu em CPI, não deu em nada.

Farsa é fazer de conta que em 98 não existiram as fitas e os fatos da privatização da Telebras. É fazer de conta que a cúpula do governo não foi gravada em tramóias escandalosas num negócio de R$ 22 bilhões. Aquilo derrubou um pedaço do governo tucano. Mas não deu em CPI. Ninguém foi preso. Não deu em nada.

Farsa é esquecer que nos anos PC Farias se falava em corrupção na casa do bilhão. Isso no governo Collor; eleito com decisivo apoio da mídia. À época, a polícia federal indiciou 400 empresas e 110 grandes empresários. A justiça e a mídia esqueceram o inquérito de 100 mil páginas, com os corruptos e os corruptores. Tudo prescreveu. Fora o PC Farias, ninguém pagou. Isso foi uma farsa.

Farsa foi, é o silêncio estrondoso diante do livro "A Privataria Tucana". Livro que, em 115 páginas de documentos de uma CPI e investigação em paraísos fiscais, expõe bastidores da privatização da telefonia. Farsa é buscar desqualificar o autor e fazer de conta que os documentos não existem ou "são velhos". Como se novas fossem as denúncias agora repisadas nas manchetes na busca de condenações a qualquer custo.

Farsa é continuar se investigando os investigadores e se esquecer dos fatos que levaram à operação Satiagraha. Operação desmontada a partir da farsa de uma fita que não existiu. Fita fantasma que numa ponta tinha Demóstenes Torres e a turma do Cachoeira. E que, na outra ponta da conversa que ninguém ouviu, teve o ministro Gilmar Mendes.

Farsa é, anos depois de enterrada a Satiagraha, o silêncio em relação a US$ 550 milhões de dólares. Sim, por não terem origem comprovada, US$ 550 milhões continuam retidos pelo governo dos EUA e da Inglaterra. E o que se ouve, se lê ou se investiga? Nada. Tudo segue enterrado. Em silêncio.

O julgamento do chamado "mensalão" não é uma farsa. Farsa é isolá-lo desses outros fatos todos e torná-lo único. Farsa é politizá-lo ainda mais. Farsesco é magnificá-lo, chamá-lo de "maior julgamento da história do Brasil".

Farsa não porque esse não seja o maior julgamento. Farsa porque se esquecem de dizer que esse é o "maior" porque não existiram outros julgamentos. Por isso, esse é o "maior". Existiram, isso sempre, alianças ideológicas, empresariais, na luta pelo Poder. Farsa porque ao final prevaleceu, sempre, o estrondoso silêncio 

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"Discurso do medo"


Altamiro Borges

quarta-feira, 14 de maio de 2014

"Discurso do medo" hoje faz sentido

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
O marqueteiro do PT, João Santana, já esperava que, após a veiculação na tevê do vídeo de 1 minuto do PT acenando com “fantasmas do passado”, a mídia tucana dissesse o que o seu candidato a presidente, Aécio Neves, não poderia. Ou seja: que o PT, 12 anos depois, usa o discurso que o PSDB usou na campanha eleitoral de 2002, o dito “discurso do medo”.

Santana, porém, não deu bola para o que a mídia diria pelas razões que este post passa a elencar. Antes de maiores explicações, porém, para quem não viu vale a pena ver, aqui, a peça publicitária levada ao ar pelo PT na última terça-feira (13). O post continua logo abaixo.

A coluna de Fernando Rodrigues na Folha de São Paulo de quarta-feira, 14 de maio, mostra o tom que Globos, Folhas, Vejas e Estadões adotaram para desqualificar a discussão que o PT está propondo.




O discurso eleitoral tucano de 2002, porém, à diferença do de hoje ganhou cara e nome. Coube à militante tucana Regina Duarte, durante a campanha em segundo turno (outubro), levar à TV o discurso de que, se Lula vencesse a eleição – e, então, estava vencendo –, o país poderia “voltar ao passado”, ou seja, a ter inflação, que a atriz afirmava que teria sido debelada pelo PSDB.

Abaixo, lembranças do protagonismo de Regina 12 anos atrás. O post prossegue em seguida.









A verdade, porém, é que a inflação não fora debelada pelo PSDB – e, sim, pelo PMDB de Itamar Franco – e tampouco fora “debelada” – em 2002, o IPCA acumulou alta de 12,53%.

Porém, a questão, aqui, é o uso pelo PT do que seria “o mesmo discurso do medo” alardeado em 2002 por Regina Duarte, quem, à época, ganhou na Folha de São Paulo, na coluna de José Simão, o apelido de “apavoradinha do Brasil”. Pelo que tinha de ridículo aquele discurso, vale rever, abaixo, comentário de Simão em sua coluna de 18/10/2002 naquele jornal.

“Continua o babado da Regina Duarte com medo do Lula! Um amigo meu acordou hoje com menopausa lulafóbica! E um cara mandou avisar pra Regina que medo é a gente estar no Jardim Ângela, numa rua mal iluminada, às três da madrugada, e o último busão acabou de passar! E tem a foto dela no poste! Rarará!

E agora só falta eles contratarem a Dercy Gonçalves dizendo que, se o Lula ganhar, as coisas vão ficar iguais à perereca dela. Socorro! Terrorismo! Eu tenho medo da perereca da Dercy. E adorei o apelido que o Tutty Vasques deu pra ela: Apavoradinha do Brasil! Mas tem um outro: Regininha Poltergeist. Rarará”

O discurso de Regina, do PSDB e, então, da mídia (em peso) era mesmo ridículo porque não passava de exercício de futurologia e, como o tempo mostraria, falso como uma nota de 3 reais – Lula venceu, reduziu a inflação, melhorou a economia e reduziu a pobreza e a desigualdade como “nunca antes na história deste país”, conforme uma vastidão de estudos comprova.

Hoje, não. O discurso petista sobre “fantasmas do passado” faz todo sentido do mundo porque permite ao povo, que a mídia tucana diz que o PT quer “assustar”, verificar se faz sentido ter medo do que o PSDB fará se voltar ao poder.

Olhando o passado, dá medo mesmo. Além da inflação de 12,53% (IPCA), em 2002 o desemprego bateu recorde no Brasil, atingindo 12,6%. Confira, abaixo, a evolução da taxa de desemprego no Brasil nas últimas décadas. O post prossegue em seguida.



Os tucanos irão dizer que o governo FHC foi marcado pelo desemprego devido à “crise” que vigia à época. Argumento absolutamente ridículo quando se lembra que Lula e Dilma mantiveram o desemprego baixo durante a maior crise econômica da história, a partir de 2008.

Mas não é só a volta do desemprego e da inflação que assusta. A economia penou muito durante a era FHC. Tanto que não se entende por que o “mercado”, ou seja, os grandes empresários e financistas adotaram Aécio Neves como seu candidato a presidente. Eles sofreram menos que o povo quando o PSDB governava o Brasil, mas também sofreram.

Recentemente, gráfico divulgado no Facebook pelo perfil deste que escreve espalhou-se como fogo pelo que tem de preocupante no que diz respeito à mais tênue possibilidade de Aécio Neves, o candidato da mídia e dos grandes empresários, eleger-se presidente. O gráfico abaixo mostra a quebradeira de empresas que marcou a era FHC. Depois dele, o post prossegue.



Como se pode ver, chega a ser um haraquiri eleitoral dos grandes empresários eles quererem que o PSDB volte ao poder.

E ainda não é só isso. Não é só o olhar no passado que faz temer a eleição de Aécio. O presente também gera preocupação. As palavras do pré-candidato tucano e dos que o cercam também assustam. Em recente entrevista ao Estadão, o presidente do Banco Central de FHC, Armínio Fraga, provável ministro da Fazenda em um eventual governo tucano, afirmou que o PSDB adotaria “medidas impopulares”, caso voltasse ao poder.

Essas medidas iriam “conter a inflação”, mas ao custo de aumento de juros, redução de investimentos, em suma, de um arrocho econômico que inibiria o poder de compra do trabalhador e, assim, reduziria uma inflação que hoje pode não ser tão desprezível, mas que há uma década fica todo ano dentro da meta do Banco Central, à diferença do governo FHC.

Sim, há razão para temer a volta do passado com a improvável, porém jamais impossível, eleição de Aécio Neves presidente. Não pelas conjecturas mentirosas e irresponsáveis do PSDB de 2002, mas por fatos muito, muito, mas muito concretos mesmo. Fatos que qualquer um pode verificar e dos quais este post ofereceu uma bela amostra.