quinta-feira, 10 de julho de 2014

a modéstia



Sobre a modéstia

Quando assisti ao filme Troia, o personagem principal era o temível Aquiles, interpretado pelo bonitão Brad Pitt.

Nada que um galã para interpretar um semideus. Mas quando pensamos em virtudes vem à mente o príncipe troiano Heitor. Enquanto Aquiles queria a glória - a imortalidade, Heitor queria ser apenas um simples troiano, ou seja, cuidar de seu filho e namorar sua esposa Andrômeda.

Preferiu o anonimato ao invés da fama passageira.  Heitor foi senhor de si  mesmo, enquanto Aquiles escravo de seu orgulho, o que levou a própria morte com o famoso caso do seu tendão, mostrando que somos tão invulneráveis como as flores do campo apesar de serem belas  e perfumadas.

É daí que percebemos que somos grandes quanto reconhecemos nossa pequenez diante da Vida. É isso que nos faz evoluir: admitir nossa humanidade.

"Sede pequenos." dizia O Cristo, e foi isso que determinou a vitória da Alemanha. Reconhecendo que não era a favorita, não trouxe nenhum jogador celebridade.

Preferiu conhecer a realidade do sertão baiano ao invés de um resort paradisíaco. Isso é sabedoria quando se tem inteligência, usando as cores no seu uniforme do time mais popular do país (empatia) e a humildade diante do adversário ( respeitaram a seleção brasileira mesmo após a classificação).

Existe um provérbio oriental que um grande guerreiro é aquele que não desfaz do seu adversário, tenta conhecê-lo, observá-lo e nunca se desfazendo dele mesmo sendo este pequeno.

Aquiles ignorou isso e foi derrotado, o mesmo aconteceu com a seleção brasileira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário