terça-feira, 17 de junho de 2014

Resistir por um mundo melhor

ERRAR É HUMANO

A ideia da excelência do «privado» e da sua supremacia absoluta em relação ao «público» tem sido sistematicamente difundida (através dos média privados...) pelos propagandistas privados ao serviço da política de direita.

Tal ideia é um dos vários «argumentos» utilizados na defesa das privatizações - ou seja, da entrega ao «privado», ao preço da uva mijona, de tudo o que dá lucro - e da permanência na posse do «público» de tudo o que dá prejuízo...

A realidade mostra com frequência a falsidade dessa ideia, mas nunca os tais propagandistas privados reconhecem a realidade.

Vimos, por exemplo, como a comparação «público/privado» foi cuidadosamente ocultada nas muitas noticias sobre os casos BPN e BPP - exemplos bem elucidativos da tão apregoada «excelência do privado»...

E a verdade é que todos os dias nos chegam notícias demonstrativas da incomensurável capacidade do «privado» para angariar lucros, seja à conta de quem trabalha e vive do seu trabalho, seja à conta do «público», isto é, do Estado.

Eis, de entre os casos que vão sendo conhecidos, o mais recente:

a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) detectou uma série daquilo a que, delicadamente, chama «irregularidades», ou «divergências» ou «desconformidades», na facturação ao Estado oriunda de «22 unidades convencionadas com o Serviço Nacional de Saúde» (SNS), ou seja clínicas privadas às quais o SNS recorre.

As «iregulariadades, divergências ou desconformidades», segundo a IGAS, são muitas e diversificadas:

Serviços cobrados mais do que uma vez;

Casos em que, tendo sido prescrito apenas um exame, são feitos (?) e facturados dois;

Disparidade de preços que fazem com que, por exemplo, algumas dessas clínicas cobrem 41, 34 euros por um exame que deveria custar, no máximo, 18, 66 euros... enfim, uma infinidade de serviços «mal facturados», que custaram ao Estado uma importância que a IGAS, infelizmente, não quantificou...

Que concluir de tudo isto?

Atenção: nada de conclusões precipitadas.

E tenhamos em conta que, como «esclareceu uma fonte do Ministério da Saúde», trata-se de «erros e não de fraudes»...

Pronto, se assim é não há problema - tanto mais que, como toda a gente sabe, errar é humano...

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