sábado, 29 de março de 2014

O "deploma" em detrimento da Experiência



Experiência x Diploma - O que é mais importante?!

Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunitiesPrincipal contribuidor
Prezados, bom dia!
Gostaria de abrir esse debate e que vocês participassem!
Eu, Lucianna Cabral, ainda não possuo o diploma, em virtude de ter que entregar minha monografia e cursar adaptações que foram incluídas por conta da mudança da grade curricular. (Mas estou cursando)!
Tenho 10 anos de experiência em mercados, o seja, sou realmente uma profissional, formadora de opinião, o que exige alto nível de conhecimentos.
Recebo ligações, participo de entrevistas com profissionais de alto padrão, e tenho ouvido:
" Você realmente está dentro dos padrões que procuramos, mas o fato de não ter o diploma, impede a sua realocação."

Quando se é formado, a resposta é que não possui experiência. Quando possui experiência, é pq não está formado! E o tempo vai passando... até uma hora que chegará a resposta: Vc tem tudo, mas, passou da idade!
Muitos podem falar, ah, pq vc não entra como estagiário ou trainee?! Simples, pq já possuo alto nível de conhecimento. Infelizmente, não posso sobreviver com um salário de estagiário!

Diante destes fatos, gostaria sinceramente de entender o que o mercado realmente quer de um profissional: Diploma ou experiência e saber dar o resultado esperado?!

Comentários

  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Luciana, acho que sua pergunta tem uma resposta bem fácil. Definitivamente o mercado não sabe o que quer. O mercado se preocupa com protocolos e não com a produtividade, mas se vc não produz não leva em conta o protocolo. Desde de quando diplomas mostram sua produtividade? Sou formado em Administração e sinceramente não usei nem 1% que aprendi em sala de aula. Leio de 8 a 10 livros por ano de diversas áreas e se não fosse assim não adiantaria nada. MBA´s e faculdades fazemos todos os dias, trabalhando, lendo e estudando. O mercado baliza a todos por baixo, ja que todos sem o protocolo não servem.
    Ainda existe uma questão de CLT nisso, que pelo CBO rege que essa ou aquela profissão precisa de curso superior nisso ou naquilo. Se todos focassem em produtividade. Desejo a vc uma boa sorte e que encontre um recrutador de bom senso.
     Sidnei L. P.Lucianna C. e 2 outras pessoas gostaram disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Exatamente: Bom Senso! Obrigada pelo seu comentário Frederico! Excelente!
     Frederico F. gostou disto.
  • Sergio Korytowski
    Sergio
    Consultor Financeiro e de Negócios
    Com certeza que resultados de produtividade (experiência) deveriam ser a chave de ouro. Mas a incerteza de quem contrata, acaba o fazendo agir, de forma que ele/ela possa ter uma testemunha, que nada mais é do que o seu diploma. Se o contratador amanhã for interpelado do porque daquela contratação, ele/ela vai sempre poder-se defender mostrando o "valioso" diploma do contratado. Porém a verdade é uma só: a maioria não sabe contratar, não é auto-suficiente para tomar uma decisão, mesmo que esta - vez ou outra - possa ser errada, o que obviamente pode acontecer.
     Giuliano T.Frederico F. e 1 outra pessoa gostaram disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Caro Sergio, muito bom seu comentário. Tenho certeza que verificar histórico e realizações em empregadores anteriores da muito mais trabalho, porém se não nos da a certeza do sucesso é uma testemunha muito melhor que o "valioso" diploma.
  • Sergio Korytowski
    Sergio
    Consultor Financeiro e de Negócios
    Frederico, estamos falando na mesma linha! Claro que concordo plenamente com as suas palavras. O problema é que a maioria dos contratadores vagam pela linha do mais fácil, ou como você mesmo muito bem diz, verificar histórico dá muito mais trabalho. A verdade também é que existem mil efeitos diretos e colaterais, que acabam surtindo em efeitos negativos na seleção dos candidatos.
     Sidnei L. P.Frederico F. gostaram disto.
  • MAURICIO LACERDA
    MAURICIO
    Analista de Negócios at Brookfield Incorporações
    Eu acho que as empresas no Brasil ainda dão mais peso para títulos acadêmicos do que para experiência profissional e pessoal. Leio em média 60 livros por ano, fora artigos e engajamento em debates online, além de ter 10 anos de experiência profissional, mas já fui desconsiderado de processos seletivos antes mesmo da entrevista, só por não possuir MBA. O problema é que estes "achievements" são pessoais, e você acaba não podendo colocá-los no currículo, e falar deles na entrevista pode soar como discurso auto-congratulatório.
     Alexandre H. gostou disto.
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Simples responder Luciana.
    isso é fruto de uma mentalidade retrógada d tempo do Imperio. em que tudo tinha que ter um carimbo real, uma chancela um atestado.para dar existência a qualquer coisa. a pouco tempo ainda existia um documento que era um atestado de vida. acredite.
    era como estar vivo não bastasse . tinha que vir acompanhado de um documento que certificasse o fato de. e dava prova da sua existência.e infelizmente o pessoal de RH que parece ser tanto de vanguarda adota os mesmos princípios e métodos do tempo do império.
    E isso só vai mudar no dia em que os gestores de RH no Brasil tomarem coragem e bom senso e aplicarem as metodologias que tanto admiram quando participam de seminários, congressos de RH , mostrando as novas formas de recrutamento seleção de profissionais.aplicadas nos países de primeiro mundo
    ora bolas hoje as pessoas já se formam por cursos on-line.e tem gestor de Rh que torce o nariz para esse tipo de formação.
    persistem em aplicar normas do século 19.
    .já passou da hora de manda-los para fogueira.
     Luiz Antonio D.Frederico F. e 2 outras pessoas gostaram disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Excelente palavras! Obrigada pelo comentário!
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Somente agora carregou a participação dos outros colegas.
    Acredito que realmente o mercado está mais dinâmico e precisa de uma reforma nos critérios de avaliação dos profissionais, e não apenas o diploma. Acho que este debate tem muito a rendet e quem sabe chamarmos mais atenção em que país vivemos e o que as empresas realmente precisam!
    Bons diplomas ou fazer acontecer!

    Obrigada a todos pela participação!
     Frederico F. gostou disto.
  • HÉLIO TEIXEIRA JR
    HÉLIO
    Business Consultant
    Luciana,
    Ambas são importantes, tanto a Qualificação e Experiência Acadêmica, quanto a Profissional.
    Os processos de seleção em geral tem preferencia as especialidades, mas nem sempre atendem a necessidade da vaga, outras Competências são Importantes em relação ao perfil do candidato e a necessidade da Empresa, o Ambiente, o Modelo de Gestão , as Politicas e outras ...
    A Preferencia pelo modelo da Qualificação e Experiência Profissional é regimental, e mais confortável para justificar as escolhas, e as falhas no caso de insucesso.
    Porém o que mais dificulta a recolocação é que são poucas vagas para muitas opções /concorrência. O excesso de opção ....aumenta o nível de exigência e diminui as chances tal como as condições salariais.
    Desejo que você continue na busca pelo seu desenvolvimento e entendimento até encontrar a sua oportunidade....

    Boa Sorte !
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Obrigada pelas pslavras Helio!
  • Alexandre Horimi
    Alexandre
    Infrastructure Manager
    Lucianna, estou no mesmo dilema que você, tenho mais de 20 anos de experiência e vivência em gestão de diversas áreas, tais como, administrativo, recursos humanos, infraestrutura e tecnologia da informação, porém, deixei a graduação em segundo plano, para me dedicar à carreira. Pedi para sair da empresa, para buscar outros rumos autônomos, atualmente estou buscando recolocação e me deparei com o mesmo problema, falta o título! Mesmo tendo uma vasta vivência, por ter passado por diversas situações em que a faculdade não ensina, estou enfrentando algumas dificuldades quando o meu curriculum tem Superior Incompleto. Voltei a estudar e agora o meu curriculum está Superior graduando. É importante DESTACAR que quem não tem diploma universitário, não significa que NUNCA estudou, ao contrário, realiza muitos estudos e pesquisas para fins específicos para poder desempenhar suas atividades. Finalizando e não banalizando nenhuma profissão: O que as pessoas preferem? Voar num avião em que o piloto tem 500mil horas de voo, sem ter um diploma ou com um piloto que tem 5 diplomas e só voou em simuladores? Isso é vivência x estudo. Entendo que os dois são importantes, porém, com pesos bem diferentes.
     Adriana E.Frederico F. gostaram disto.
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Alexandre. E o que é pior , se voce conseguir uma graduaçao proximo dos 40 anos de idade ou após . tambem nao vai servir pra muita coisa nao.

    o pessoal de recrutamento de RH , os head hunters.as empresas de colocaçao.
    acham que acima dos 40 voce esta morto. sem levar em conta que ainda faltam 25 anos para poder se aposentar. é o como eu digo. tudo muda no mundo
    menos a mentalidade do pessoal da area de RH.
    Eu nao estou de implicancia com o pessoal de RH , só gostaria que atualizassem seus relogios e calendarios com o seculo 21.
     Adriana E. gostou disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    vc me entende Alexandre! Histórias parecidas!
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    exatamente Ruy!
  • Sergio Korytowski
    Sergio
    Consultor Financeiro e de Negócios
    Estou de acordo com os comentários aqui postados. As dificuldades expostas são verdadeiras. Pelo outro lado nenhum candidato à vagas deve-se render ao "terror" dos maus recrutamentos. O certo é ir em frente, enfrentar as situações... e acima de tudo não se sentir vencido!
     Lucianna C.Frederico F. e 2 outras pessoas gostaram disto.
  • Elvys Henrique
    Coordenação na Auto Peças Elvys
    Isso é simples, depende da sua área de atuação! Na minha área por exemplo (Engenharia Ambiental) Sou engenheiro lembrando a todos se precisarem estou aí. Enfim! É muito difícil conquistar um emprego sem experiência na área de engenharia ambiental, porém se for graduado em Engenharia Civil a conquista é muito mais rápida e muito ampla no Mercado. Na minha opinião, no geral a experiência é o que vale muito se não tiver...
     Lucianna C. gostou disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Alguém poderia indicar alguém de RH para participar da discussão? Seria interessante, pois até agora não tivemos um parecer de alguém da área.
     Lucianna C.Ruy A. gostaram disto.
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Seria interessante mesmo Frederico, mais acho dificil que apareça.
    e se aparecer vao divagar , fugir do tema
    por uma razao simples
    teriam que admitir estarem subordinados a uma logica preconceituosa.
    e ai como ficaria todo o discurso de motivaçao e modernidade equidade, que sempre apregoam
    dentro das grandes corporaçoes e ate mesmo nas pequenas empresas.
     Frederico F. gostou disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Seria a cereja do bolo.
     Lucianna C. gostou disto.
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Claro que é,
    e não ´so pra você mais para milhares de profissionais que passam
    pelo mesmo problema.
    e se ninguém falar nada. vai ficar tudo no mesmo.
    e olha esse problema não é de hoje.
    Eu poderia acrecentar muito mais reclamações dos processos de seleçao e recrutamento.
    que muitas veses não faz o menor sentido com a vaga
    por exemplo exigir fluência em inglês para um cargo ou uma empresa que não exporta não tem filial nem matriz no exterior.
    secretaria que tem que ter aparência de Miss.
    As malditas dinâmicas de grupo
    que no final você já sabe que a coordenadora vai escolher o mais bonitinho
    e você soh serve para justificar o processo. é como aquelas licitações publicas marcadas,.viciadas.
    eu já vi muita coisa, já ouvi muita coisa. e já sofri muita coisa também
    se de alguma forma a gente puder mudar esse estado de coisa.ficarei feliz
    embora hoje graças a Deus não preciso mais me submeter a tudo isso.
    tenho minha empresa. foi a forma que achei para ficar longe desses processos.
     Lucianna C. gostou disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Bom dia Ruy e Luciana. A coisa esta ficando interessante. Ruy, sua ideia de levar esses comentários a uma associação de classe é ótima. Ja convidei alguns amigos de RH para participar também e ate agora ninguém se manifestou. Acho que pisamos no pé do calo, kkk. Que tal expandirmos a discussão e para outros assunto ligados a área? Vamos abrir outro debate solicitando casos de todos? O que vcs acham? Acho que isso interessa a todo mundo.
     Ruy A.Verônica M. gostaram disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Mais um guru querendo que façamos o impossível.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Esta ficando muito melhor do que imaginava. ..
    o engraçado é justamente ainda estarmos sem respostas. ...
    Ruy?!
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Isso só mostra que estamos no caminho certo.
    todas as categorias profissionais são questionadas ou elogiadas.
    seja OAB, CREA, CRM etc...alguns questionamentos são justos outros nem tantos quanto seus procedimentos e condutas.
    Por que não questionar os critérios de avaliações e recrutamentos de todos os profissionais responsaveis por esse trabalho. que reputo importantíssimo tanto para os profissionais quanto para as empresas.pois afinal não é com os melhores que se obtem os melhores resultados ???
    Ou sera que é com os mais bonitinhos e bonitinhas, os mais jovens.
    ou os que ostentam um diploma de grife. chamadas (universidades de primeira linha)
    ta ai outra questão para se debater Luciana
    Se é o MEC que aprova e avalia os cursos universitários e a grade escolar é a mesma.
    Por que?? o diploma de um estudante da USP, UNICAMP, FGV. etc. tem peso maior que outras??? quando avaliados pelos recrutadores de RH.
    .
     Frederico F. gostou disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Uau! Quantas coisas!!! Daqui a pouco vamos pedir para a @Exame nos ajudar! rs
     Frederico F. gostou disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Quem se habilita a postar ? Ruy, vamos botar lenha na fogueira? Agente pode fazer juntos?
     Ruy A. gostou disto.
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Ok. Luciana e Frederico..WELCOME TO THE NEW AGE.
     Frederico F. gostou disto.
  • Sergio Korytowski
    Sergio
    Consultor Financeiro e de Negócios
    Considerando que a Robert Half é a maior empresa de recrutamento especializado do mundo, segundo informações do Google, e com mais de 350 escritórios e 9.000 colaboradores em 21 países, acredito que poderíamos contar com a valiosa colaboração da mesma, o que ao meu ver seria uma grande honra, já que - nada mais e nada menos - este debate nasceu dentro da casa brasileira da Robert Half.
     Ruy A.Frederico F. gostaram disto.
  • Edson Nascimento
    Edson
    Profissional de Engenharia Elétrica
    Cara, Luciana, (desculpe o cara, para não dizer putz) falou tudo. Parabéns! Há tempo que não via (lia) um comentário tão centrado. Parabéns mesmo!!!!!!!!!!
    Então, para mim, esta incógnita existirá sempre, e, como todos sabem da matemática, a solução de uma equação com 3 incógnitas, tem solução, mas é mais complexa.

    abs

    Em tempo: Profissional de Engenharia de Segurança do Trabalho (faz tempo que não atualizo o meu cadastro)
     Lucianna C. gostou disto.
  • Therezinha Souza de Almeida Baptista
    Therezinha
    General Counsel for Latin American Region
    Os 2, concordo, mas, se cada caso é um caso, cada vaga uma vaga. Há vagas onde a formação é mais relevante, outras em que a experiência se sobressai, parafraseando Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra......
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Hello prezados!

    o meu intuito realmente ao postar na RH, foi com que além do desabafo, as pessoas se manisfetarem e que alguém nos respondesse!
    Mas, mais um dia, sem retornos...
    Eu agradeço sinceramente a participação (ate aqui) de todos!! E conclui, que não somente eu passava por isso.
    Eu concordo plenamente em nós levarmos esse debate a diante, e principalmente que tenha o lado do RH.
    Infelizmente, não consigo marcar pessoas neste debate. Topam compartilhar com outros grupos de RH/ Recrutamento?!
    Precisamos de uma resposta e mais depoimentos de pessoas que passam ou passaram algo do tipo.
    PS: No meu caso, o fato de ter a certificação, já me habilita.
     Frederico F. gostou disto.
  • Verônica A Amiuna
    Verônica
    Public Relations
    Prezada Luciana espero este debate levar a um ponto importante e sério: a urgente revisão dos mecanismos, propostas de dinâmicas e de exigências curriculares versus as reais necessidades da organização contratante e sobretudo a sua capacidade de remunerar a altura das solicitações, tanto acadêmicas quanto de experiências. O tempo passou mas dado o que acompanho neste e em outros debates sobre o tema, o "querer um profissional pronto ( experiente ), completo: entenda-se com diploma (citou o colega no debate ) de faculdades de primeira linha ( ao menos o que se convenciona por tal ), bem como idade "adequada" ( se mascara, mas na prática. a partir de 40 ???..), local em que se reside ( afinal tem o custo do transporte e o status ), enfim, esses pontos que servem por "filtro" continuam os mesmos; não percebo trabalho inovador dos RH's em idenficar o perfil adequado: traços de comportamento, expectativas, perspectivas e o harmônico alinhamento com os atributos da empresa contratante. Uma entrevista pessoal para detalhar pontos importantes do curriculo apresentado, me parece simples e de extrema valia bem como diálogo profícuo. O que vivenciei na prática: Se temos qualificação que se considera grande, it's over, passou dos 40 (?) , não se fala diretamente, mas se sugere não ser a oportunidade de fato interessante, uma vez não parecer desafiadora para esta faixa... se tem experiência ampla , o CV está sem foco...enfim(!!) depreendo que muito se deseja, muito se copia sobre procedimentos e muito pouco se contribui para uma adequada colocação tanto para o profissional quanto para as empresas que tanto falam sobre a importância da inovação, qual seja o porte . Não podemos esquecer das costumeiras indicações que , dependendo da qualificação de quem indica, nada do citado, me parece ser relavante para impedimento à contratação. A OMC (Organização Mundial da Saúde ) cita insanidade como ".. desejar resultados diferentes fazendo as mesmas coisas ..(?)"
     Lucianna C. gostou disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Continuando: a ser profissional, independente do fator diploma.
    Essas certificações, que acredito que cada um em sua determinada área, são pagas, e exigem muito esforço e amor ao que faz.
    É decepcionante quando vc tem a profissão por amor e este não ser correspondido. ( Leve sátira).
    Acredito que todos entenderam minha intuição e mei desabafo!
    É pedir demais apenas um representante do outro lado?! Ou será que o outro concorda conosco?! ...
     Frederico F. gostou disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Verônica, parabéns pelas palavras! Falou tudo!
     Frederico F. gostou disto.
  • Frederico Ferreira
    Frederico
    Gestão Administrativa e Financeira
    Verônica Parabéns. Acho que temos mais uma para o time daqueles que entendem que foco é necessário e protocolos podem ser ou não. Acho que ao postar sua mensagem a Lucianna trouxe a baila um descontentamento de muitos profissionais que não entenderam sua demissão ou sua rejeição num processo seletivo e como bem falou o Ruy com dinâmicas estranhas que só quem aplica é que sabe para que serve. Mais uma vez reitero minha posição: O mercado não sabe o que quer e, do que isso, não sabe procurar. Abraços a todos.
     Lucianna C.Ruy A. e 1 outra pessoa gostaram disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Frederico, Ruy, Verônica e todos que participaram. Acabei de fazer um apelo em minha página a respeito do nosso debate. Fiz minha parte, pois se tornou sim, um debate de como somos avaliados. Espero que tenhamos um retorno, pois vale a pena abrir os olhos a respeito do assunto.
  • Katia Werneck T. Homem
    Katia
    Consultora de RH na KW gestão RH
    Luciana, todos nós temos responsabilidades sobre o gerenciamento da carreira que pretendemos atuar. Muitas vezes somos obrigados a mudar o percurso ou nos mantemos acomodados a uma situação que em um determinado momento parece suficiente e que nos faz aprender muita coisa, mas é importante reconhecermos que como as empresas não são uniformes e cada forma de trabalho é apreendida muito especificamente, a graduação existe para criar um padrão, uma base, um ponto de partida para uma atuação que, aí sim, ao longo da vida profissional será acrescentada, adaptada, inovada ou transformada, mas sempre partindo de um esboço.
    Caso contrário, estaríamos diante de um profissional perfeitamente competente para uma empresa mas inadaptável em outra.
    Por outro lado, reconheço que a qualidade de ensino, na maioria dos casos, mesmo que a nível superior ou de especialização, deixa muito a desejar e não cumpre com a sua parte dando margem a esse tipo de debate. Muitas vezes mais vale comprar bons livros e fazer uma imersão do que frequentar uma universidade ou ainda, em outra hipótese, simplesmente arregaçar as mangas e aprender na prática. Mas como provar à não ser já trabalhando?
    Portanto o ideal é que elas se complementem.
    Além disso, existem as leis trabalhistas, os registros, os conselhos de classes das profissões que estão em cima das empresas e dos cargos que ela disponibiliza. Isso para evitar as fraudes nas contratações, como por exemplo, a contratação de um auxiliar administrativo quando na verdade executa função de um profissional qualificado.
    Portanto, existem muitas coisas entre o céu e o inferno.
    Para finalizar, existe também a questão do tempo, uma grande cruz para todos, e não poderia deixar de ser para as empresas também. Um candidato pode transmitir num processo seletivo confiança a ponto de ser superada a exigência da graduação, pela experiência que ele diz ter, mas há um grande risco disso não ser verdade e a empresa exige do profissional de RH uma solução imediata e "certeira", Há muita pressão.
    De qualquer forma, o que gostaria de dizer (ou divagar), como profissional de RH, é que acredito que trazemos de nossas experiências profissionais incríveis descobertas,, atuações fantásticas, como também trazemos erros que nos fizeram aprender e muitas coisas! Mas ninguém os viu. São "diplomas" nossos, pessoais, que carregaremos em silêncio pois dificilmente conseguiremos transmitir com tanta veracidade.
    Por isso, para que nos abram a porta e para que nos conheçam, precisamos comprar o ingresso, por mais que vc mereça sentar na primeira fila de graça.
    Luciana, desejo a você muita sorte na sua caminhada!
    Um grande abraço!
     Lucianna C. gostou disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Kátia,

    Obrigada pela sua participação como consultora de RH. Exatamente isso que queríamos ouvir, uma resposta!
    Concordo com você, porém, meu exemplo em específico:
    * Curso o último ano de graduação ( Vou a universidade apenas 2x por semana);

    * Possuo CPA 20 - A certificação é como uma OAB do mercado financeiro, ou seja, o fato de tê-la, significa que você está apto e possui conhecimentos para atuar no mercado financeiro( Necessário assertividade de 70% da prova, com 60 questões);

    * Possuo AAI - Certificação necessária para atuar como agente de investimentos preposto de instituição financeira, corretoras( Necessário 65% de assertividade na prova com 60 questões);

    * Início da carreira em 2005, como estagiária em um dos principais bancos mundiais e saí de lá como Officer ( Gerente) e toda a minha carreira profissional na área do Mercado Financeiro.

    Sinceramente, todas elas superam um diploma de formação, pois exige alto nível de estudos e conhecimentos específicos da área, informações em que uma universidade não as dará.
    Entendi que o diploma é apenas uma burocracia, ou até mesmo, um " álibe" para o HeadHunter.
    Mas vamos ser racionais... Munido de tantas informações de credibilidade de órgãos regulamentadores da profissão, não poder e não ter a oportunidade de pelo menos participar de um processo, é indignante......

    Agradeço novamente a sua participação!

    Forte abraço!

    Lucianna
     Ruy A. gostou disto.
  • Sergio Korytowski
    Sergio
    Consultor Financeiro e de Negócios
    Há dois dias atrás eu aqui escrevi "Se o contratador amanhã for interpelado do porque daquela contratação, ele/ela vai sempre poder-se defender mostrando o "valioso" diploma do contratado". É assim também que eu interpreto as recentes palavras da consultora de RH Katia Werneck, quando diz, "Um candidato pode transmitir num processo seletivo confiança a ponto de ser superada a exigência da graduação, pela experiência que ele diz ter, mas há um grande risco disso não ser verdade e a empresa exige do profissional de RH uma solução imediata e "certeira", Há muita pressão". Ou seja, voltamos à fórmula inicial desta discussão, onde se demonstra claramente, que o diploma é mais importante do que a experiência. Vejo também que são inúmeros os fatores de descontentamento, porém o que mais me choca é a não transparência dos órgãos contratantes com o candidato. Consigo entender as explicações aqui dadas por parte da profissional Katia Werneck, mas não vou negar que me assusta ter de perceber, que o diálogo entre empresa e responsável pela contratação (consultor de RH) ainda é uma panela de pressão, e com isso, por muitas vezes, não permitindo ao consultor de RH poder agir mais pelo seu próprio intuito.
     Lucianna C. gostou disto.
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Quero congratular e agradecer a entrada da Katia do setor de RH. nessa debate,e dizer que concordo com alguns argumentos seus, mais o problema é muito mais amplo
    envolve uma questão de culturas das empresas e um certo acomodamento do setor de RH
    É necessário ousar, afinal esse setor é composto por profissionais de varias áreas humanas.
    mais observe, tudo muda no mundo corporativo, as tecnologias, os processos
    e só o setor de RH que continua como se fosse um capataz.subordinado as pressões ,
    e para se garantir mantem alguns procedimentos absurdos , como usar o diploma do candidato com desculpa para uma contratação equivocada..
    isso é falta de criatividade , coragem . esse setor tem que sair da zona de conforto.o mundo mudou e vai mudar muito ainda;
    algumas profissões estão sendo extintas e outras nascendo. algumas não precisarao de bacharelado , outras exigirão doutorado , mestrado especializações. etc..
    e a bem da verdade as empresas contam com algumas ferramentas para testar seus candidatos na pratica. além do período legal de experiência, tem os estágios . os programas de trainees;com certeza é puro comodismo e medo de atritos com administyraçao geral das empresas..
     Sergio K. gostou disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Ai será muito divertido, confesso! rs
    #crossfingers!
    Obrigada Katia!
  • Katia Werneck T. Homem
    Katia
    Consultora de RH na KW gestão RH
    Luciana, não atentei para o seu perfil apenas li o enunciado. Certamente os certificados, cursos e registros que você possui é um enorme diferencial e uma prova concreta que, dependendo do cargo, será mais do que suficiente para passar por uma triagem. Entretanto não tenho dados suficientes para avaliar as necessidades da empresa e do cargo oferecido, pois se falamos de um profissional regulamentado, o registro é obrigatório. Portanto, a graduação também.
    Não estamos falando de escolhas do RH nem da empresa mas sim de legislação.
    O exemplo que falei anteriormente foi de pessoas que exercem funções específicas de uma profissão, adquirem enorme experiência mas não possuem nenhum documento ou registro que comprovem as suas atividades na(s) empresa(s). Normalmente essas pessoas são contratadas com cargos generalistas, administrativos e de difícil comprovação.
    Quanto às mudanças no mercado de trabalho, da entrada de novas profissões e extinção de outras tantas, estaremos sempre obedecendo a legislação e as normas trabalhistas, como qualquer profissional o faz em sua área.
    A graduação veio, de certa forma, acabar com essa fraude.
     Rosemary D. gostou disto.
  • Guilherme Penna
    Guilherme
    Gestor e Especialista em Logística e Planejamento com mais de 20 anos de experiência em busca de novas oportunidades
    Principal contribuidor
    Lucianna,

    Tive um diretor de origem europeia, extremamente competente, que não tinha diploma de graduação e era dono de um negócio de muitos milhões de R$. Atualmente ele está na Europa cuidando de uma operação de muitos milhões de Euros e continua sem o diploma. Trabalhei com vários outros profissionais que também não possuíam diploma mas detinham conhecimento prático invejável e apresentavam resultados excelentes. Diploma não é sinônimo de competência muito menos de resultados, porém é um paradigma que está sedimentado no mundo corporativo de tal forma que não vejo como nos livrar dele. Concordo que há sim uma acomodação do RH, mas vamos nos colocar no lugar deles, se a contratação de um profissional sem diploma falha quem se responsabiliza? O gestor direto que também participou do processo seletivo e provavelmente dirá que o candidato apresentou os requisitos técnicos requeridos? O status quo precisa ser mudado mas a realidade hoje é: se você não tem o diploma fatalmente você será preterida nos processos seletivos.

    Parabéns pela sua trajetória!
     Rosemary D.Ruy A. gostaram disto.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Grandes palavra Guilherme!!!

    Obrigada!
  • Rosemary Dourado
    Rosemary
    HR ADMINISTRATIVE COORDINATOR
    Digamos que hoje você precisa do(s) diploma(s) e certificado(s) para entrar no mercado, pois realmente se você não possuir fica difícil até passar na seleção do RH para participar do processo seletivo, sabemos também que toda essa papelada é importante para você comprovar seus conhecimentos e mostrar que você não esta parado, acomodado, esta se reciclando... é um fator bem importante. Agora o que vai fazer esse candidato se manter no emprego é o seu conhecimento técnico, sua experiência, desempenho e os resultados apresentados.
    Abraços!
  • Ruy Arthur
    Ruy
    Manager World Cleaning Cards
    Um comentário bem ponderado o seu Rosemary,no qual eu concordo o que esta em questão é a supervalorização somente de um quisito para contratação,.ou seja o diploma
    Eu não estou vendo nada de novo vindo do setor de RH nos últimos 20 anos.
    O que eu vejo sim é um monte de apadrinhado ,e jovenzinhos recém formados.
    que parece que o único quisito a mais além do diploma foi a jovialidade.
    o setor de RH tem muito a explicar sobre isso.
    Alem de uma serie de outros fatores preconceituosos, dentro do RH.
    Como Racismo, machismo, exigências esdruchulas, como exigência de fluência em idiomas por empresesas que não tem nenhuma relação com comercio exterior, não tem matriz nem filial la fora, não exportam, não importam.(pura frescura) , criadas sim dentro do RH.
    Vou fazer uma pergunta> se estou errado ... como explicar a diferença de salários entre os profissionais do mesmo setor na mesma empresa entre homens e mulheres
    é sabido que gira em torno de 30% essa diferença.
    Outro ponto.
    como explicar o baixo numero de funcionários negros em shoppings centers pelo pais todo
    e o numero de cargos de comando e gerencia para negros ???e em alguns casos ate mesmo nas áreas de produção???
    Não vou ser injusto e por tudo na conta do setor de RH.
    Mais não vemos vocês fazendo nada para mudar esse tipo de comportamento.
    quando foi a ultima ves que esse setor inovou???
    E os salários ??? cade as politicas de RH para valorização e retenção de funcionários.
    Já ouvi gerente de RH dizer que salario não é fator motivacional... parece piada.
    num pais onde os sindicatos todos estão vendidos ou atreladados a partidos políticos.
    e o setor de RH se coloca no mínimo omisso a todas essas questões;
    eu pergunto:
    E quem poderá nos salvar????
    A meu ver. o setor de RH a muito tempo se coloca como leao de chácara de boite chique.
    ´so entra pro baile quem for .. branco , jovem, com formação universitária em faculdade dito de primeira linha.e ai de você se tiver seu nome por algum motivo negativado no serasa, ate mesmo de forma injusta por uma operadora de telefonia, ou um cheque roubado..
    ]mais uma coisa por que meu CPF é mais importante para a documentação do RH do que meu RG????
    tentem se cadastrar numa empresa de consultoria de RH sem esse documento e você vera;voce sera excluído do processo automaticamente
    e olha isso é uma pratica ilegal , e comum no setor de RH.
    ou alguém vai me desmentir.????
    vou parar por aqui.
    ainda teria um monte de perguntas ; eu e milhões de brasileiros que esperamos um trabalho mais honesto , ético desse setor que reputo muito importante . para a sociedade




    .
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Faço das suas palavras Ruy, as minhas.
    Parece sim, que querem mais uma boutique de funcionários. Como uma vitrine mesmo, igual a de um shopping, do que realmente funcionários que queren apenas trabalhar.
    Acho que ainda não perceberam que estamos no Brasil, onde recentemente li um artigo da qual falava que apenas uma parte da população consegue ingressar na universidade. Que precisamos trabalhar desde cedo, para mantermos um nível de sobrevivência. Aqui não é a Europa e muito menos EUA para vc realmente medir a capacidade de um profissional apenas pelo diploma e seu historico até de crédito, o que é um ponto destacou.
  • Lucianna Cabral
    Lucianna
    Profissional de Mercado de Capitais/ Private Banking- Looking for opportunities
    Principal contribuidor
    Ps: Saiu queren errado por conta do teclado do celular.
Professor NEGREIROS, Deuzimar Menezes

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