sábado, 8 de fevereiro de 2014

A Guerra...


Novo diretor da NSA acha que a guerra do futuro está na internet

03/02/2014 - 15H02/ ATUALIZADO 15H0202 / POR EDSON CALDAS

Futuro diretor da NSA é veterano da Marinha (Foto: Wikimedia Commons)

Apartir de março, quando o general Keith Alexander se aposentar, a Agência Nacional de Segurança americana (NSA) terá um novo diretor: o vice-almirante Michael Rogers. A transição acontece em meio ao que muitos descrevem como a pior crise da agência de espionagem em seus 61 anos de existência.
O Departamento de Defesa do país confirmou a notícia só na quinta-feira, 30, mas o nome de Rogers já era mencionado como o principal candidato ao cargo. Quem é ele? O Mashable reuniu coisas que todo mundo deveria saber sobre o militar. Entre elas, o fato de ele achar que a guerra do futuro está na internet.
"A rede deve ser tratada como um sistema de armas à medida que continuamos a luta para manter a nossa vantagem no ciberespaço, e, portanto, em todos os quatro domínios de combate: mar, ar, terra e espaço", disse em entrevista a uma revista de tecnologia militar — que o descrevia, aliás, como "um guerreiro do ciberespaço".
"Temos de continuar a desenvolver uma força de trabalho de elite que é recrutada, treinada e educada para entender melhor o ambiente digital"
Michael Rogers
Ele não só acredita que a rede é o quinto domínio dos militares, onde as batalhas do futuro serão travadas, mas também que o Pentágono deve continuar investindo em treinamento e contratação de "combatentes" que dominem esse meio. "Temos de continuar a desenvolver uma força de trabalho de elite que é recrutada, treinada e educada para entender melhor o ambiente digital."
Veterano da Marinha, ele nunca esteve muito exposto à mídia. Logo, ainda não está claro como Rogers se posiciona em relação à privacidade e, mais especificamente, acerca da estratégia NSA de vigilância. Em breve, no entanto, o cenário deve mudar, já que ele terá de ser aprovado pelo Senado (o diretor da NSA, por outro lado, não precisa de confirmação do Congresso) em audiência pública.

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