terça-feira, 26 de julho de 2011

RESPONDENDO PROVOCAÇÃO


Para responder a provocação do Sr. Jornalista sobre o PCB não tomar posição sobre o fato que envolve um deputado federal de Imperatriz com o ex-ministro dos transportes, dou-me a liberdade de parodiar o poema de Gregório de Matos que o uso a seguir.

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o sistema estatal brasileiro está o partido político todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

Que o braço do político não seja parte,
Pois que feito político em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.

Expressando-me de modo análogo, o sistema político brasileiro, para uns, é um urodelo, um sáurio. Para outros, um camaleão.

Não é da política do PCB ir atrás de cortar só o rabo da lagartixa, arrancar o rabo da salamandra ou tirar somente a pele do camaleão, pois sabemos, você sabe, todo mundo sabe que esta parte se recompõem rapidamente quando retirada, sem modificar em nada a essência do camaleão, da urodelo, da sáurio, e nós do PCB combatemos o todo! Lutamos para aniquilarmos o todo! Não a parte sem o todo! Por isso que não se consegue viabilizar hoje, através de partido algum, ou de qualquer outra instituição, uma punição exemplar contra qualquer político parte deste todo. Isso se deve às estruturas partidárias que, com exceção do PCB, estão todas viciadas: os partidos têm donos, têm projetos pessoais e grupos articulados com outros interesses e compromissos que não dizem respeito ao povo, ao país, a nação brasileira. Somente a eles!

Fatiar o governo e distribuir as porções em troca de apoio político é no Brasil um hábito tão antigo e tradicional quanto o cafezinho ou a cervejinha no final do expediente. Apossam-se e loucompletam-se do governo ruralistas e ambientalistas, patrões e  sindicalistas, uns ditos comunistas e evangélicos. Como “donos” da parte que lhe cabe, usam e abusam graças a uma excrescência da máquina governista brasileira, na qual fincam suas garras profundamente através da manutenção de centenas de funcionários que sabem de cor a receita da corrupção e ineficiência que empesteia cada órgão do governo. E com o Brasil fatiado entre os partidos, a corrupção domina e a impunidade é endêmica.

O PCB é um partido revolucionário que visa a conquista do poder político pelo proletariado e
trabalhadores em geral. Sua identidade está no caráter revolucionário que reveste sua aspiração à conquista do poder através da ruptura com o sistema capitalista e afirmar a hegemonia política do proletariado. Pode parecer utopia, ficção. Mas utopia, ficção também se concretiza, se realiza, acontece! Cristo, quando pregou, não foi para o seu tempo. Não foi com o intuito de obter, Ele próprio, benefícios. Parecia utopia, ficção.

A trajetória do PCB, fundado em 25 de março de 1922, é parte constitutiva da história do Brasil moderno. Não é somente um referencial e um acervo da esquerda brasileira. Antes, configura a instauração de uma tradição socialista teórico-prática que, com suas conquistas e suas fragilidades, honra e dignifica os empenhos dos patriotas e dos comunistas por opção e natureza deste país. Na sua história de êxitos e fracassos, de heroísmo e de sangue, mas também de antecipações e compromissos, construído pelas mãos anônimas de seus militantes, de homens que sacrificaram suas vidas em busca da liberdade.

Homens que desafiaram governo de ditadores cruéis da América Latina é a prova viva de que é somente no mundo do trabalho, como escreveu Karl Marx, que a humanidade pode encontrar as energias e as esperanças para, na perspectiva do comunismo, derrotar a barbárie capitalista. E, no caso brasileiro, derrotar o sistema político nocivo ao país no seu todo e não em sua parte. Não é arrancando todo o dia o rabo da “labigó” que vamos matá-la ou deixá-la sem rabo! Tantas vezes você retirar o rabo e tantas vezes ela se manterá muito mais viva e com um rabo mais e mais resistente. Mais e mais forte!

Quanto a este Sr. que usa Martin Luther King para colocar o "...PCB tocantinos. Um silêncio nada inocente" como parte deste todo contaminado que ele diz combater... Recomendamo-lo a ter um pouco mais de cuidado e decência quando pensar em colocar águias junto a sanguessugas, a ratos de esgotos, a raposas, hienas, tucanos... Como se iguais fossem. Nós nem parte somos deste corpo corrompido. Há exceções. E o PCB não só tocantino, mas o PCB nacional seguramente é exceção.

Em 89 anos de sua existência no Brasil, muito já foi feito pelo partidão para que o silêncio dos bons acabe e se transforme em um GRITO PERMANENTE de INDIGNAÇÃO ecoando alto, muito alto!! Muito mais alto que o grito de jubilo dos maus!"

O Camarada Negreiros pelo PCB tocantino.

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