domingo, 31 de julho de 2011


Nota da Comissão Política Municipal do PCB em Imperatriz

A militância do PCB em Imperatriz julga-se no dever de prestar os seguintes esclarecimentos sobre especulações na tentativa de envolvê-lo em situações inconciliáveis.

1 – Não nos imiscuímos em assuntos internos de outros partidos. Assim sendo, como partido, não temos nem preferências nem vetos em relação às falações, negociações, decisões originárias de outros partidos objetivando disputas internas para garantir indicação de candidatos a eleições.

2Sobre a nota “PT E PCdoB CONVERSAM” de domingo, 10 de julho de 2011 16:15 Postado por blogueiro... com “Temas: ELEIÇÕES, IMPERATRIZ, POLÍTICA”, o que temos a afirmar sobre especulações no sentido de discutirmos enquanto PCB composição nas eleições de 2012 “entre os partidos que pretendem afinar os discursos e construir alianças para a disputa da Prefeitura Municipal de Imperatriz” é que não são verdadeiras.

3 – Informamos a determinação de nos apresentarmos nas eleições municipais do próximo ano com identidade própria. Esta atitude é conseqüente com nossa postura. Sempre que tem se aproximado os momentos eleitorais procuramos deixar bem claro que em se tratando de coligações, não as procuramos como uma mera coligação eleitoral e muito menos candidaturas, mas a construção de um BLOCO POLÍTICO na perspectiva de uma frente antiimperialista anticapitalista permanente, para além do PCB, PSOL, PSTU (sem deixarmos de incluir os movimentos e organizações populares) e para além das eleições.

4 – As coligações eleitorais até então denominadas “Frente de Esquerda”, “Frente de Oposição”, “Frente Popular”, etc, etc, dissolvem-se, na prática, antes das eleições. E bem poucas, na realização das eleições. Nunca após. Suas reuniões sempre tiveram como pauta exclusiva os acordos em torno de candidaturas, cargos e nada mais.

5 – Para o PCB, é equivocado o desinteresse em discussões sobre a conjuntura, a tática e estratégia sobre os caminhos ao socialismo para daí se chegar aos caminhos do comunismo; que gerassem consensos programáticos. Em 2006 o PARTIDÃO fez uma campanha presidencial sem programa, abrindo espaço para a então candidata da coligação à época expor suas opiniões que, em muitos casos, não correspondiam nem com as de seu próprio partido, imagine dos partidos da coligação.

6 – Enquanto partido, nesta coligação, jamais confrontamos nossos pontos de vista sobre qualquer tema, sendo que em alguns temos divergências importantes, algumas inconciliáveis. Entre estas, há questões que nos são muito caras, como a necessidade de criação de uma organização intersindical classista que seja baseada na centralidade da luta do trabalho contra o capital, a atualidade da construção de uma frente anticapitalista antiimperialista para além do economicismo e das eleições e o internacionalismo proletário, com a solidariedade firme e inequívoca à Revolução Socialista cubana, aos processos de mudanças na Venezuela e na Bolívia, ao povo palestino e aos demais povos em luta.

7 – O PARTIDÃO sempre defendeu a necessidade de uma construção programática que envolvesse muito mais que os partidos das “Frente de Esquerda”, com vistas à formulação de uma alternativa de poder que venha a se contrapor aos blocos conservadores, como ponto de partida de possíveis coligações eleitorais, evitando que a disputa e decisão sobre os nomes e candidatos ocorram antes e, na maioria das vezes, no lugar da discussão programática de eixos mínimos que possam representar a reorganização de um bloco revolucionário do proletariado.

8 – Enquanto PARTIDÃO não podemos deixar de registrar também nossa contrariedade com os rumos tomados pelas “Frente de Esquerda”, no que tange aos parlamentares eleitos com a soma de votos de dezenas de candidatos dos partidos que a compuseram. Os mandatos, em especial os de âmbito nacional, não contribuem para a unidade e a continuidade da mesma. Como acontece com os partidos convencionais, são tratados como de propriedade dos eleitos, sem qualquer interação ou mesmo consulta política aos partidos que os elegeram. A preocupação principal desses mandatários foi e é garantir a própria reeleição.

9 – Dado a estas experiências negativas, o PCB se matem em seu devido lugar, que não é nas tais “Frente democrática”, “Frente de Esquerda”, “Frente Popular”, etc, etc. É COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO. É esse o verdadeiro lugar do PARTIDÃO. Portanto, para nós, estas conversas repetidas a cada véspera de eleições de que é preciso a "construção de um diálogo maior com o campo Democrático e Popular da cidade, na busca de fortalecer o projeto de esquerda..." são só velhas falácias. Como é falácia esta “estória” de “que o próximo passos a seguir é incluir novas agremiações partidárias ao debate" como o PCB “em um gesto de grandeza dos partidos que visam implementar o projeto de esquerda na administração local". O nosso projeto político de gestão para o município de Imperatriz não é de esquerda. É de COMUNISTAS!

10 – Conforme resoluções aprovadas em congresso do PCB, diante da possibilidade do mesmo sair no primeiro momento com chapa própria e num segundo fazer coligação, essa só deve ocorrer com o PSTU e PSOL como Partidos do campo de alianças com o PARTIDÃO. Neste sentido, entendemos que o que será necessário a nós é fazermos campanha de filiação até o mês de setembro deste ano, sem fugir aos princípios programáticos e organizativos do Partido, de novos camaradas, levando-se em conta alguns critérios tais como: o entendimento da linha política do partido, a fidelidade partidária, a densidade eleitoral do pré-candidato, a militância política comprovada e que os mesmos queiram CONSTRUIR A LUTA REVOLUCIONÁRIA SOCIALISTA-COMUNISTA dentro da nossa realidade, já que não temos estrutura financeira para promover campanha eleitoral dentro do estilo burguês de se fazer campanhas. Significa dizer que o militante tem que ter algum trabalho de base já começado.

11 – Queremos manter com os partidos, organizações e movimentos classistas que, como nós, vêem a ruptura do capitalismo como a única possibilidade de transição para o socialismo e, daí ao comunismo, uma relação independente, baseada em consensos programáticos e na ação unitária no movimento de massas, o que não significa necessariamente estarmos juntos nas mesmas entidades, organizações e coligações.

Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Municipal de Imperatriz – julho de 2011-07-18

sábado, 30 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

RESPONDENDO PROVOCAÇÃO


Para responder a provocação do Sr. Jornalista sobre o PCB não tomar posição sobre o fato que envolve um deputado federal de Imperatriz com o ex-ministro dos transportes, dou-me a liberdade de parodiar o poema de Gregório de Matos que o uso a seguir.

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o sistema estatal brasileiro está o partido político todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

Que o braço do político não seja parte,
Pois que feito político em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.

Expressando-me de modo análogo, o sistema político brasileiro, para uns, é um urodelo, um sáurio. Para outros, um camaleão.

Não é da política do PCB ir atrás de cortar só o rabo da lagartixa, arrancar o rabo da salamandra ou tirar somente a pele do camaleão, pois sabemos, você sabe, todo mundo sabe que esta parte se recompõem rapidamente quando retirada, sem modificar em nada a essência do camaleão, da urodelo, da sáurio, e nós do PCB combatemos o todo! Lutamos para aniquilarmos o todo! Não a parte sem o todo! Por isso que não se consegue viabilizar hoje, através de partido algum, ou de qualquer outra instituição, uma punição exemplar contra qualquer político parte deste todo. Isso se deve às estruturas partidárias que, com exceção do PCB, estão todas viciadas: os partidos têm donos, têm projetos pessoais e grupos articulados com outros interesses e compromissos que não dizem respeito ao povo, ao país, a nação brasileira. Somente a eles!

Fatiar o governo e distribuir as porções em troca de apoio político é no Brasil um hábito tão antigo e tradicional quanto o cafezinho ou a cervejinha no final do expediente. Apossam-se e loucompletam-se do governo ruralistas e ambientalistas, patrões e  sindicalistas, uns ditos comunistas e evangélicos. Como “donos” da parte que lhe cabe, usam e abusam graças a uma excrescência da máquina governista brasileira, na qual fincam suas garras profundamente através da manutenção de centenas de funcionários que sabem de cor a receita da corrupção e ineficiência que empesteia cada órgão do governo. E com o Brasil fatiado entre os partidos, a corrupção domina e a impunidade é endêmica.

O PCB é um partido revolucionário que visa a conquista do poder político pelo proletariado e
trabalhadores em geral. Sua identidade está no caráter revolucionário que reveste sua aspiração à conquista do poder através da ruptura com o sistema capitalista e afirmar a hegemonia política do proletariado. Pode parecer utopia, ficção. Mas utopia, ficção também se concretiza, se realiza, acontece! Cristo, quando pregou, não foi para o seu tempo. Não foi com o intuito de obter, Ele próprio, benefícios. Parecia utopia, ficção.

A trajetória do PCB, fundado em 25 de março de 1922, é parte constitutiva da história do Brasil moderno. Não é somente um referencial e um acervo da esquerda brasileira. Antes, configura a instauração de uma tradição socialista teórico-prática que, com suas conquistas e suas fragilidades, honra e dignifica os empenhos dos patriotas e dos comunistas por opção e natureza deste país. Na sua história de êxitos e fracassos, de heroísmo e de sangue, mas também de antecipações e compromissos, construído pelas mãos anônimas de seus militantes, de homens que sacrificaram suas vidas em busca da liberdade.

Homens que desafiaram governo de ditadores cruéis da América Latina é a prova viva de que é somente no mundo do trabalho, como escreveu Karl Marx, que a humanidade pode encontrar as energias e as esperanças para, na perspectiva do comunismo, derrotar a barbárie capitalista. E, no caso brasileiro, derrotar o sistema político nocivo ao país no seu todo e não em sua parte. Não é arrancando todo o dia o rabo da “labigó” que vamos matá-la ou deixá-la sem rabo! Tantas vezes você retirar o rabo e tantas vezes ela se manterá muito mais viva e com um rabo mais e mais resistente. Mais e mais forte!

Quanto a este Sr. que usa Martin Luther King para colocar o "...PCB tocantinos. Um silêncio nada inocente" como parte deste todo contaminado que ele diz combater... Recomendamo-lo a ter um pouco mais de cuidado e decência quando pensar em colocar águias junto a sanguessugas, a ratos de esgotos, a raposas, hienas, tucanos... Como se iguais fossem. Nós nem parte somos deste corpo corrompido. Há exceções. E o PCB não só tocantino, mas o PCB nacional seguramente é exceção.

Em 89 anos de sua existência no Brasil, muito já foi feito pelo partidão para que o silêncio dos bons acabe e se transforme em um GRITO PERMANENTE de INDIGNAÇÃO ecoando alto, muito alto!! Muito mais alto que o grito de jubilo dos maus!"

O Camarada Negreiros pelo PCB tocantino.